terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Só para pequenos


Passear nas férias é mais complicado quando se pesa mais do que dez quilos. Peso quase 30, então para mim são três vezes mais complicado. Feijuca pesa outros 30, ou seja, seis doses de complicações para a dupla. Ninguém nos quer nos hotéis. “Somos boazinhas”, afirmamos. Nada feito.
Tentamos achar um perto de Itu e Porto Feliz, com gramado para corrermos um dia inteiro. Nada. Tem um spa bem bonito, com gramado lindo, portão, muro e “Day use”. Mas, mesmo com a insistência, a mocinha já avisou: “nada de patas grandes por aqui”.

(ps. Feijuca já tá bem, passou uns dias amoada, mas já está pronta para tirar os pontos)

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Ponto na pata


Pula daqui, salta de lá, e Feijuca cortou a pata. Um talho. Mas ela continuou se sacodindo, o que me deixou de pelos em pé. Como não parava, era sangue que jorrava para tudo que é lado. Resultado? Dois pontos, antibiótico e curativo a semana inteira.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

A insuperável sujeira do ser


Justamente por ser branca, vivo encardida. Um dia antes de passear, tomei banho para sair com cara de limpa nas fotos. Mas sabão não adianta, canso de latir isso em casa. Assim que me soltaram, pulei dentro do poço de lama que tinha no local, e aí voltei ao tom normal da minha pelagem.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Amor de verão


Eu andava, ele andava. Eu corria, ele corria. Até quando parei para beber água no lago tive que tomar cuidado para ele não me pegar desprevenida. Que inferno esse cachorro. Lindo o Bruce, mas tem um sério problema com rejeição amorosa. Durante o passeio, ele não largou do meu pé, ou melhor, do meu rabo. Cansei de dizer, rosnando claro, que sou castrada e não quero saber de macho cheirando lá trás. Mas ele seguiu, durante o dia todo, enfeitiçado pelo meu traseiro. Sem sucesso.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Déjate llevar


Moyka. Descobri que ela estava lá quando passeava no corredor da pousada e senti um cheiro conhecido. Ela estava no quarto ao lado. Logo a porta se abriu e fomos cheirando, cheirando até o estranhamento passar, e a amizade nascer. Ela tem uma habilidade incrível de se levar na guia presa à coleira. A guia cai no chão, e ela pega com a boca e se leva passear. Sem ajuda.
Pena que pegamos um e-mail dela que volta, e não conseguimos mais falar. Ainda aguardo notícias.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Como pode um peixe vivo


O bote.
O bote é um plástico grosso recheado de ar. Difícil acreditar que isso vai mesmo flutuar sobre a água. Mas flutua. O final de semana que me ensinaram a fazer floating (uma prévia para o rafting que vem aí) foi o mais divertido e amedrontador que já tive.
Determinada hora, pararam o bote e me jogaram no rio gelado. Nadar é um instinto do cachorro? Pois bem, desafio o cão que nada pior que eu. Eu nem queria entrar, chorei, empaquei, mas me carregaram. Quando senti a água gelada na barriga entrei em pânico (olha a cara do Cheddar aí embaixo, logo ele, que gosta de nadar, dentro do freezer que estava). Então comecei a bater as patas desesperadamente em direção à borda, para sair de lá o mais rápido. Não fosse o colete salva-vidas que me ajudou a boiar, e as pessoas, claro, que ficaram ao meu lado, eu teria sido engolida pelo rio.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Cheddar, o queijo nadador


Subi no bote, mas isso vai para outro post. O mais legal do passeio foram os amigos que fiz. Esse aí é o Cheddar, exímio nadador. Cheddar vivia triste num apartamento com um dono que não gostava dele. Esse cara o via como um estorvo peludo especialista em sujar sofás. Triste e magrelo, ele foi doado para a Thalita, que logo trocou o nome, que era Shadow (sombra, em inglês, nome triste e que não tem a cada dele) para Cheddar. Pronto, o golden se achou e desenvolveu todo potencial que tem para água. Apaixonei.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Onde está Nick?


Nick desapareceu na região do Shopping Anália Franco, em SP, perto de onde mora. Meu amigo sonhava conhecer o mundo, mas jamais poderia imaginar que a vida sem os donos seria tão difícil. Ele é um basset de pelos longos, preto, cinza e marrom. No dia, estava vestido de gala, com uma gravatinha vermelha meio laranja. É um doce de menino, mas tem medo de tudo. Na quinta-feira pela manhã (dia 21/01), ele sumiu. A família está desesperada. A última vez que foi visto, estava acompanhado de um colega maior, na r. Pantojo.
Bom, vamos aos contatos dos donos (todos 11):
Residência: 2671-5615/ 2671-8853
(r. Barão do Serro Largo, 473)
Jane: 8501-0379 jcecilia.antunes@uol.com.br
Carlos: 8757-7775
Aline: 8365-8988/ 8097-8830

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Feriado bem-amado


Enjoo em viagem de carro, imagina como ficaria em um bote sobre a água. Pois bem, inventaram de me levar passear sobre um rio no próximo final de semana. E para completar a situação, compraram coletes, como o aí de cima, para Feijuca e eu usarmos. Já até imagino, eu, com esse unhão que Deus me deu, sapateando em cima do bote recheado de ar. Conto tudo na semana que vem.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Grazie


Essa foto é antiga. Mas coloco aqui para representar um cheiro em amigos que sempre encontro no blog. Vai para o Jeremias Mequetrefe, cujo nome é genial. Um cheiro para a Loba e sua (agora imensa!) família. Um cheiro na Andrea Sassaki, no João (aquele do mundo encantado aí do lado), na Gislaine Silveira, na Fe e Pink, em Liv e Che, e em todos que me visitam. Se deixei passar alguém, desculpe a cabeça de vento, peguei os últimos comentários.

Fora do cardápio


Fui a um churrasco ontem. Até hoje todos haviam evitado em levar no lugar que acontece essa festa. E sei o porquê. Não nego meu nome, Magali. Como de tudo e muito, até a barriga doer, se deixarem. Mas não deixam. Além dos mimos que recebi no lugar, conheci o Free, um viralatas lindíssimo. Corremos, brincamos e cheiramos muita carne. O cheiro me deixou extasiada. Mas em casa não comem o que um dia foi um bicho vivo, e ninguém me deu um pedaço. No fundo foi bom, pois fico meio enojoada de imaginar que aquele bife que está na brasa poderia ter sido um amigo meu.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

O pé da letra


Música e leitura me atraem. Não que saiba ler, mas gosto que o façam para mim. No fundo, quero mesmo ouvir a voz dela. Quando tem música e ela canta junto, todo mundo sai de perto, mas eu fico só para ouvi-la. Quando ela senta com um livro do meu lado, sabe que eu gosto que leia em voz baixinha. A voz me hipnotiza e acalma. Às vezes nem presto atenção no conteúdo, mas no tom contínuo, como um mantra. Outro dia, ela estava recitando um livro que tia karinne lhe apresentou, chamado “Pequeno dicionário de palavras ao vento”. Não entendi tudo, mas achei bonito e vou colocar aqui algumas definições que ouvi:
Arrependimento = é uma inútil vontade de pedir ao tempo para voltar atrás
Belo = é tudo que faz os olhos pensarem ser coração
= toda certeza que dispensa provas
Idade = aquilo que você tem certeza que vai ganhar de aniversário, queira ou não
Indecisão = É quando você sabe muito bem o que quer, mas acha que deveria querer outra coisa
= onde a gente fica pensando se está melhor ou pior do que aqui
Lágrima = sumo que sai pelos olhos quando se espreme um coração
Loucura = coisa que quem não tem só pode ser completamente louco

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Mosca que pousou na sopa


Esse é o Che, um príncipe encantando. Durante as festas, ele foi deixado sob os cuidados de uma pessoa, que prometeu a ele a lua de mel com outra golden. Che, que era virgem e não aguentava mais a situação, nem pensou duas vezes. Já a golden ficou apaixonada pelos 40 quilos do simpaticão.
Acontece que durante os dias de farra, a dona da cachorra não limpou direito o quintal onde eles dormiam. Eles fizeram cocôs, vieram moscas sujismundas e depositaram larvas, que foram parar no príncipe, formando a famosa bicheira.
Dias depois, quando Liv, dona do Che, chegou, ela assustou com a tristeza do cão. Olha daqui, examina de lá e achou os bichos, já colaborando para necrose das patas e do saco dele. Sim, meus amigos, o lindo Che, que saiu de casa para perder a virgindade, pode acabar castrado por motivos de saúde.
Fica aqui o alerta: a limpeza nos locais onde ficamos tem que ser diária, sendo que qualquer ferida merece análise. E catem os cocôs que fizermos na rua, caso contrário, não é só o sapato do vizinho que pode acabar melecado, mas sim outro animal desavisado que pode ficar doente pelo descuido alheio.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Here comes the sun


Teve muita chuva nas últimas semanas, mas também muito sol. Sou amiga do astro, tanto, que gosto dele na minha barriga (não na cara, como podem ver). Acordo e vou reto me bronzear. Só que andei tomando umas tostadas, e por isso umas broncas, além de passar o dia todo ardida, porque minha barriga é rosinha. Como já perceberam isso, agora virou moda todo santo dia colocarem um creme nela, para que eu não me toste mais. E assim começa 2010.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Agarre sua linha


Ano difícil esse. Estive a maior parte dele agoniada, meio sem dono, meio sem casa. Foi nesse ano que tive o primeiro contato com a morte. Perdi uma amiga e vi o quanto somos frágeis e falíveis. E por ser imprevisível essa linha contínua que chamamos de vida, decidi aproveitar mais o ano que entra. Vou dispensar de vez aquilo e aqueles dispensáveis. Vou valorizar mais momentos bons e amigos que amo.

2010 chega cheio de brisa do mar. Vem com cara de casa nova, de jornal para minha coluna e de muitos ossos para dividir com Feijuca. Quem buscou a brisa boa? Eu mesma, pois foi nesse ano que percebi que cada um conduz a sua própria linha.
Bom Natal e ótimo 2010.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Onde está o gelo?

video
Feijuca e eu tentamos, com as patas e com a boca. Fiz até bolinhas na água. Nada.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Grades anti-cadelas


Confesso que um fenômeno me incomoda na família que cuida de mim. Trata-se do surgimento de novos bebês. Noto o aparecimento de novos pequenos e frágeis humanos, como o que já relatei anteriormente. Acredito que quando crescerem, eles vão se tornar grandes amigos meus, por isso minha vontade de dar um cheiro ou mesmo uma lambida no pé continuam. Mas raramente chego perto, pois essas miniaturas ficam sempre cercadas cuidados, que formam uma verdadeira barreira contra cadelas curiosas.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

O reinado da felina


Quando os cães saem, os gatos fazem a festa. Não é mentira. Lá em casa, Tuli se foi, como escrevi há uma semana. Pois a gata Rebeca tomou o lugar. Nunca antes na história deste blog ela havia entrado dentro da casa. Não que não quisesse, mas Tuli bravamente a espantava, garantindo a exclusividade do sofá. Agora que Tuli morreu, a gata virou a sombra das pessoas e literalmente deita e rola sobre as almofadas, que um dia foram o privilégio da cachorra.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Família que cresce


Rose pediu dicas para bebês, uma vez que Loba, no centro da foto, está grávida. Em primeiro, após desmamar os bichinhos já chega a hora da vacina. Não tem saída, as quatro primeiras vacinas de imunidade têm que ser dadas, até uns cinco meses, para evitar doenças fatais aos filhotes. Também há no mercado comida especial para o bebê, que desmama e já pode entrar na ração. Depois, quando for doar os bichinhos, aconselho castrar todos. Assim evitamos que os eventuais netos da Loba acabem na rua, caso dêem crias indesejadas. Além disso, castrar só faz bem à saúde, uma vez que evita vários tipos de tumores na fase adulta. Feijuca e eu somos castradas e não temos o inconveniente de passar por TPM a cada seis meses.
No mais, parabéns à Loba, e que sejam muito bem-vindos os filhotes.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

A vida sexual de Pitty


Pincher macho, 4 anos, Pitty tem problema de excesso de disposição sexual. Toda vez que chega visita em casa é aquele corre-corre para desgrudar o cão de dois quilos da perna da pessoa. “Tivemos que levá-lo ao veterinário, com inflamações nos genitais quatro vezes, pois ele se esfola no que conseguir grudar”, reclama Lumi, o dono, que já não sabe o que fazer com o garanhão.
Pitty já acabou com almofadas e com os bichos de brinquedo, como uma tartaruga de pelúcia. Não dava trégua à coitada, que acabou estraçalhada no lixo. “Tentamos cruzar, mas não conseguimos achar uma fêmea no tamanho dele”, diz o dono. Arrumei uma solução para o bichinho. Pitty topou passar uma semana com uma sex doll para cães. Isso mesmo, uma boneca inflável própria para cachorros insaciáveis. Daqui dez dias, eu conto o resultado.