segunda-feira, 17 de maio de 2010

Caramelo perdido

Fogos de artifício são uma maneira burra de, literalmente, queimar dinheiro para assustar cães. Twix, esse poodle caramelo de 5 ou 6 meses, também pensa assim, mas ele ainda não aprendeu que, quando estouram, o segredo é esconder-se na casinha.
Com toda explosão de quarta-feira passada, por causa de futebol, o bobo fez o pior: correu para a rua. Correu tanto que se perdeu e buscou abrigo debaixo da saia da Carolina. Ela o acolheu, mas não pode ficar com ele. Quem souber de alguém que perdeu um poodle bebê, ou mesmo de alguém que quer o cão, por favor, entre em contato com ela: (11) 8999-3815 e pimenta_4@yahoo.com

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Líder grega



Muita gente garante que o próprio cão é anarquista. Mas nenhum deles foi como a labradora Papitsa, de 6 anos. Durante todo tempo, ela liderou manifestações anarquistas na Grécia, como as greves gerais, que aconteceram em maio, entre inúmeras outras. Fofa até dizer chega, era a única a transitar no meio da tropa de choque sem levar tiro. Infelizmente, Papitsa morreu no último dia 8, durante o parto. Deixou três lindos filhotes: Petras, Luben e Giant, além de muitas lembranças e fotos, que podem ser acessadas aqui (pode clicar, cai em uma galeria de imagens)

quinta-feira, 6 de maio de 2010

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Cada vez mais rabugenta

(foto G1)
Fiz três anos em abril. Por entrar na fase adulta, estou mais intolerante. Vi agora a notícia de que no Rio de Janeiro, dois cães, chamados Bruna e Lui, vão fazer uma cerimônia de casamento. E pior, vai custar R$ 12 mil. Minha gente, o que é isso? Quem disse que cachorro liga para um negócio desses? Com tanto problema, como o da organização SOS Animal* que está prestes a fechar por falta de dinheiro, esses humanos sem noção me vêm torrar grana dessa forma. Ainda justificam a insanidade com os pobres cães, que nem sabem o que se passa. É por essas que quem defende os animais, muitas vezes, acaba ridicularizado, como já aconteceu comigo. Mas o que eu tenho a dizer? Sou só uma cadela. E mais velha agora.

*SOS Animal: Dolores, (11) 8901-4751, aceita remédios e ração.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

E viveram felizes para sempre


Ele estava desinchavida em uma praça zona oeste de SP. Por semanas, passou fome, frio e medo. Vai saber como foi despejado por lá. Até que um dia Che, um golden, latiu para ele. Ele respondeu.
Brincaram um pouco e durante a conversa, Che pediu para a humana que cuida dele para levar o amigo para casa. Com o coração partido em ver o cão magrelo, e mesmo assim feliz ao lado do Che, ela recolheu o peludo. Eles moram em um apartamento pequeno no espaço, mas grande no amor. O menino passou a ser chamado de Toby, e de acordo com Liv, a humana responsável, o cãozinho pertence mesmo a Che, que cuida dele como irmão.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Zeca e os 109


Zeca, 2, vive em um abrigo. Apanhou na rua, levou chutes, passou muita fome e hoje tem medo das pessoas, de tanto sofrer. Quando foi resgatado, quase que não sobreviveu para contar a história. Agora ele é um dos 110 cães que vivem no canil da USP.
Na semana passada, Zeca e a ONG Patinhas online, que cuida do canil e de adoções, tomaram um susto. Um cartaz afixado no local dizia que seria desativado. “Se fecharem, não temos para onde levar os animais”, diz aflito tio Rafael Splichal, um dos responsáveis pelo Patinhas. A USP não quis falar com uma cadela repórter como eu e mandou uma nota na qual se explica, sem no entanto explicar nada: “A Coordenadoria do Campus da Capital (Cocesp) tem desenvolvido estudos em conjunto com a Faculdade de Medicina Veterinária e pretende que esse debate seja levado a todos os âmbitos da Universidade”.
E???
Para protestar pela vida de Zeca e dos outros 109 que esperam por adoção no abrigo, escreva nos e-mails: gr@usp.br, ouvidor@usp.br, patinhasonline@gmail.com

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Show do bem


Nesta semana tem música em prol dos animais. Será no Sesc Pompéia, quinta dia 29, às 21h, com um monte de gente boa: Fernanda Porto, Nuno Mindelis, Palavra Cantada, Patrícia Marx, Renato Teixeira e Teatro Mágico.
Custa: R$20 (inteira), R$10 (meia) e R$ 5 (comerciários)
Se quiser se informar melhor, clique: www.anda.jor.br
Feijuca e eu não podemos ir, pois não serão permitidas patas adentro. Uma pena. Mas os humanos que moram em casa vão. Fica aqui a dica de um show bacana.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Tudo vale a pena, se a amizade não é pequena



Quando criança, meus melhores amigos eram uma vaca de pelúcia e uma franga de borracha, Cremilda. Até que a vaca sumiu, e Cremilda morreu.
Xeretando, achei várias amizades inusitadas, todas especiais. A da orangotango fêmea Suryia e o cão Roscoe me ganhou. Ela estava em depressão e só melhorou quando avistou um cachorro no meio de uma mata. Normalmente teríamos medo de um macaco desses, mas ao se encontrarem, os dois não se largaram mais. Ele foi adotado pelo instituto onde Surya mora. (clique, tem um filminho lindíssimo dos dois)
Nesse outro link, também é possível ver outras amizades que, no ponto de vista dos humanos, seriam impossíveis. Elas só existem e se explicam mesmo pelo amor desinteressado dos animais.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

A vingança de Spock


Entediado com a vida na chácara, e respeitoso demais com as galinhas para apavorá-las, Spock resolveu escalar árvores. Mirava o pé de manga havia dias, até que, naquela terça, a árvore não escapou. Ou melhor, ele não se safou da mangueira esperta. Agarrou com as unhas em um dos galhos e tentou se jogar para o outro. No meio do malabarismo, a mangueira safada puxou um dos braços para a esquerda. Desequilibrou. Do alto dos seus mais de dois metros, a árvore malaca riu ao ver o pobre cão cair como uma manga podre. Quebrou a pata e o rabo.
Dolorido, foi choramingar com o amigo que cuida dele. Foram então até a tão famosa USP. Só que, chegando à melhor faculdade de veterinária do país, não conseguiram ser atendidos. Imagine você que Spock, todo arrebentado, teria que esperar um mês para uma cirurgia. Jamais! Até lá, ele já estaria torto. O amigo levou-o à clínica particular e gastou os tubos. Com rabo e pata engessados, Spock chegou à chácara, levantou a perna e soltou um xixi, bem na mangueira astuta.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Ardida que só


Diagnóstico médico: febre e barriga torrada. Sim,tive insolação e andei lambendo o protetor solar que colocam na minha barriga branca. Torrei ao sol e levei bronca. Agora fico presa para não torrar mais. Ainda colocaram remédio e um calçote em mim. Aqui mal dá para ver, mas acreditem, estou ridícula. A vida anda difícil para o meu lado.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Uma pança em pauta


Em casa, todos têm medo de médico. E eu não sou diferente. Na porta do consultório empaquei como um burrico. Não entro, não entro... E entrei. Tinha fila para atendimento. Fiquei lá abanando meu rabo para um pug que de tão feinho era atraente, mas a dona, sisuda, não quis saber de colocar o bicho no chão.
Entra um, sai outro e chegou a minha vez. A médica, que me atende sempre com o sorrisão falso de gengiva à mostra, me pesou. Primeiro drama: “Ihh ela engordou”. Pronto, agora virei a cadela panceta lá em casa. Como ração diet, ganho só cenouras e maçãs de petiscos, não posso chegar perto de um bife e ainda assim escuto que sou pançuda. Chegou então a hora de subir naquela mesa gelada de metal. Por que existe isso? Por que não podemos ser examinadas num confortável sofá de veludo? Quando reclamo, as fêmeas de casa ainda me mandam calar a boca porque se eu precisasse de cadeira ginecológica, aí sim veria o que é tortura. Foram necessárias duas pessoas para me carregar. Sim, amigos, acho que estou a Wilza Carla canina. No próximo, conto sobre a consulta.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Coração em frangalhos


To aflita. Uma amiga me ligou avisando de uma cachorrinha grávida na porta do prédio dela, grávida e com sarna. É de um cara que mora lá perto, muito malvado, que a jogou na rua. Toda vez que ela tenta voltar para casa, o cara joga pedras nela. Como pode?
Só que ninguém do prédio quer pegar. Feijuca e eu estamos no interior, em uma casa emprestada, e minha dona está em São Paulo, morando no apartamento de uma pessoa, também emprestado, e não pode recolher. Por enquanto, não temos casa em SP. Que sinuca.
As associações para as quais lati, todas dizem estar lotadas. Enfim, to com o coração despedaçado. Alguém tem uma idéia?

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Um túnel para liberdade


fotos Lumi Zunica
Pelo menos um ser foi contra a condenação dos Nardoni, o cão Estopa, da foto. Fotógrafos que acompanhavam o caso não puderam deixar de notar o peludo, que em um ato impensado, começou a cavar um túnel do lado de fora delegacia na data do indiciamento dos réus, na tentativa de ajudar a escaparem ilesos. Foi detido em flagrante, o "facilitador de fuga”, e teve que se comportar. Depois, descobriu-se que Nardoni, na verdade, tinha um bife dentro do bolso da camisa, que seria usado para subornar o inocente Estopa.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Bola de cristal da Maga


Feriado. Não sei bem o que se comemora na data. Mas sei as consequências disso, que são casa cheia e colo à vontade. Por isso, feriados têm um significado singular para nós e são consideradas datas extremamente felizes. Também não sei como adivinhamos que as pessoas vão chegar, simplesmente sabemos. E, ansiosas, Feijuca e eu já estamos à espera.

quinta-feira, 25 de março de 2010

E no reino das injustiças...


Dou preferência a temas caninos ou felinos, mas não pude deixar essa de lado. Depois do cão herói, só mesmo a baleia heroína. A mergulhadora Yang Yun, 26, que participava de uma competição de mergulho sem equipamento, perdeu os movimentos das pernas, por causa da água extremamente gelada, e começou a afundar. A beluga, uma baleia ma-ra-vi-lho-sa, que já foi muito caçada por humanos, como muitas outras ainda são no Japão(contraditório, não?), percebeu a situação, pegou a mulher e a levou para a superfície. “Pensei que já era para mim – eu estava morta”, disse a moça à imprensa de plantão.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Endereço do cão herói

(imagem "Rede Bom Dia")
A quem perguntou - O senhor que mora com o cachorro herói, do post aí de baixo, fica em Santo André e costuma frequentar o sinal da esquina da Rua José Lins do Rego com a Av. Príncipe de Gales. Lá, ele pede aos carros que passam. Também não conheço Santo André e não fui até o local, mas a repórter que esteve lá (tia Michelly Cyrillo) disse que ele mora em uma construção que fica ao lado, em frente a uma pracinha.
É isso. Se eu tiver oportunidade, passo lá com um pouquinho da minha ração, para dividir com ele. E quem puder também ajude.
(vou aproveitar e pedir para ele não fumar, pois já provei AQUI que faz mal até para nós, cachorros)

Maga e o Mickey


Caminhava na avenida, em frente a um fórum, de onde saem advogadas que desafiam as calçadas esburacadas com saltos altíssimos, quando ele apareceu. Nunca antes na história deste blog eu havia visto um rato. Até já tomei vacina contra as doenças que ele transmite, dada minha fama de caçadora.
Mickey saiu de um bueiro, meio atordoado, subiu na calçada quente e correu. Cinza, pequeno e apavorado por tantos sapatos e gritos ao redor. Corria olhando para frente, sem mexer com ninguém, mas já incomodando a todos. Só por existir. Só por ser um rato.
Meu focinho virou-se, eu queria ir atrás. Queria cheirar, correr também e então puxei fortemente a guia. No que virei, vi um moço que vinha na direção contrária do Mickey, que continuava correndo, focado. O moço, vestido com um terno que devia estar fedido naquele calorão, mirou o rato com precisão, calculou o tempo e deu-lhe um chute. Pegou de lado, quase na cabeça. Mickey perdeu o rumo, foi lançado por um metro, caiu no asfalto quente, rolou, esfolou-se todo, e, ainda atordoado sem entender o que acontecera, achou o caminho do bueiro, todo machucado.
Sei que transmite doenças, sei que ninguém os quer por perto. Mas, naquele momento, fiquei com pena do rato. O chute não serviu para acabar com os ratos do mundo, com doenças, com nada. Serviu para o moço, fedido e corajoso, fazer-se de herói, e, gratuitamente, causar sofrimento ao Mickey, que levou uma bica, só por ser um rato.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Herói da vida real

(imagem "rede Bom dia")
Lupi Lobo, de um ano, acordou assustado com o barulho da invasão do barraco. Latiu, mas o dono, o morador de rua José André dos Santos, 56, nem ligou, pois estava acostumado com os latidos do amigo. Só que naquela noite foi diferente, pois não só invadiram como colocaram fogo no local onde os dois dormiam.
Seu José abriu os olhos com o lugar tomado pela fumaça e, intoxicado, desmaiou. Lupi desesperou-se. Mesmo com olhos e garganta ardendo, o cão, que também já estava prestes a desmaiar e morrer torrado, decidiu que não arredava as patas de lá sem seu José. Então começou a lamber o rosto do dono para que despertasse. Depois de alguns minutos, quando Lupi estava quase sem saliva, os olhos de seu José se abriram. “Se não fosse ele, teria morrido no incêndio”, afirmou, depois do susto, ao jornal “Rede Bom dia”.
No outro dia, a vida voltou ao prumo. Seu José voltou a pedir dinheiro nos sinais, como faz cotidianamente, pois está doente e ninguém lhe da emprego. E Lupi, como sempre, não desgrudou do dono. “É o meu companheiro. Às vezes deixo de comer para comprar ração para ele”, contou ao jornal.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Cão é cão e ponto.


Vieram me perguntar sobre a raça da Feijuca. Mas que raça, minha gente? Feijuca é uma legítima vira-latas, com muito orgulho. Aliás, quem de nós, caninos, liga para raça de cachorro? Isso é coisa de humano, inventada por ele para ganhar dinheiro sobre uma suposta fama. Qual é a diferença se o cachorro que está ao seu lado pertence a uma linhagem ou não? Nenhuma, o amor, a capacidade de aprendizado e até os gastos com ele são os mesmos. Minto, algumas linhagens podem sim acabar com a sua conta bancária.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Sonhos de Pingo

(doação da cadeira de rodas acima, para cães)

Com 18 anos, Pingo arrastava-se. Já não conseguia mais andar, depois de tantos problemas na coluna. Tristonho, na maioria do tempo caía no sono.
Já no mundo encantado do subconsciente, a situação invertia. Dormindo, Pingo corria. Ele conseguia correr com a ajuda de uma cadeira de rodas mágica, que milagrosamente aparecia com apenas uma chacoalhada de orelhas. Sobre patas e rodas, ele voava por gramados verdes, sem que ousassem chamá-lo de senil.
Por muito tempo, essa cadeira imaginária foi sua fortuna. Certo dia, o cão mexeu as orelhas de olhos abertos mesmo e puft! A cadeira apareceu. Feliz, cheirou o que pode e aguardou o outro dia, pela manhã, quando iria usá-la. Mas o outro dia não chegou para Pingo, que morreu, quietinho e senil, sem tempo para viver seus sonhos.
Os donos querem dar a oportunidade de outros cachorros desfrutarem dos sonhos de Pingo. Eles estão doando a cadeira mágica, ainda sem uso. Caso você saiba de um cão que precisa dela, e que se encaixe nas medidas abaixo, entre em contato com Mariu, (11) 9899-5096 (ou mariu@mariu.com.br). Mariu também tem uma cadela linda que está para doação, caso alguém tenha espaço e queira um novo amor na vida.

Diâmetro da roda = 0,25 cm
Largura entre as duas travessas que prendem no corpo do animalzinho = 0,21 cm
Extensão das duas travessas = 0,60 cm

Lembra da história da kelly? Clique aqui

segunda-feira, 1 de março de 2010

Crime e castigo


O que está acontecendo, minha gente? Primeiro, o caso do Amendoim aí embaixo, depois um motoqueiro amarrou seu cachorro na guia e o arrastou de moto até a morte, em Campinas (SP), no último dia 22. Largou o bicho na via pública, terminando de morrer. Agora recebo a notícia de uma mulher que pegou um gato, que apareceu em seu apartamento, em Passo Fundo (RS), e o jogou do oitavo andar, prédio abaixo.
As pessoas estão ficando cada vez mais desmioladas? Ou... Será que falta punição? Sim, porque se tivesse uma bem rigorosa, os psicoPATAS e sanguinários por natureza ao menos pensariam nas chibatadas, antes de massacrar um bicho.

Abaixo temos dois pedidos de punição, a serem entregues ao Ministério Público. Não organizei isso, mas sim entidades protetoras:
-Para assinar a petição que exige punição do motoqueiro que baba espuma verde, clique aqui
-Já contra a desvairada e mal-amada do oitavo andar, clique djá (coloquei só nome e RG)

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

A saga de Amendoim

Naquele dia, misteriosamente, a ração não estava lá. Tampouco o pote de comida. Um dos donos de Amendoim sacudiu a coleira, sinal de passeio, e o deixou com o rabo a mil. “Dia de cheirar (e mijar em) postes”, pensou, ansioso, mas estranhou por não conectarem a guia. Logo a porta do carro se abriu e o colocaram para dentro. Sem agrados. Ainda assim, estava feliz: “Passeio sobre rodas, orelhas ao vento, milhões de cheiros pelo ar”, matutou.
Mas desta vez o vidro do carro não abriu. Acomodou-se no banco, sem estar preso a lugar algum. Enquanto esticava os olhos para apreciar o caminho, “malditos pescoço e pernas curtas”, agarrava-se com as unhas no estofado para não despencar, por causa dos buracos das vias.
Determinado momento, o carro parou. Não era o parque com grama verdinha, não era a casa da tia no interior, onde passava férias. Era o asfalto quente, em uma avenida, onde a placa de velocidade, que raramente é respeitada, marcava 70 km/h. Rapidamente, o dono pegou Amendoim no colo, desceu e jogou-o, o mais longe que pôde. Retornou, deu partida e acelerou, o mais cruel que pôde. Atordoado, Amendoim ainda tentou, em vão, correr atrás do veículo, “malditas perninhas anãs!”, pensou, aflito, achando ter sido acidentalmente esquecido naquele inferno.
Fora covardemente abandonado. A pessoa do carro de trás viu tudo, estacionou e resgatou Amendoim. Ele ainda tem esse olhar perdido, de quem não compreende o que aconteceu ou o porquê está longe de casa.
Amendoim está para adoção. Tem 4 anos, saúde perfeita, tomou banho e recebeu remédio contra pulgas. Só que ainda será necessário muito amor para fazê-lo esquecer do asfalto quente.
Se você tem esse amor para dar a um basset legítimo e meigo, ligue para: (11) 9134-3242(Eliana) ou 9690-6258 (Tati) ou escreva no e-mail: eli.a.alves@uol.com.br

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Que nem gente - Marcando touca


Ex-motoqueira, Phoebe, de 5 anos, curte xeretar nas coisas da família, entre elas, a touca de cabelo. Tanto, que ganhou uma foto com o adereço, charmosa vai. Ela é ex-motoqueira pois quem cuida dela já acha que Phoebe está um tanto pesada para continuar de carona na motoca da família.

Seu cachorro faz coisas de humanos? (rs como eu, que escrevo?). Então manda a foto para a seção "que nem gente" que contarei em breves linhas a história dele. Mas atenção, NADA de forçar o cão a fazer algo ou judiar do bicho, que daí eu denuncio (e mordo). e-mail: patasaoalto@gmail.com

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Já para o passeio!


Essa é para o cão ler, para que ele te leve passear nos lugares certos.
Revista da Folha, edição de ontem.
(ei Tuka, bom te ver aqui! mande lambidas minhas para as dálmatas)

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

No caminho da Folha


Suei, rebolei e abanei meu rabo até dizer chega. Deu certo. Domingo, olhem a Revista da Folha (que vem no jornal, Folha de S. Paulo) que vou dar dicas para os cães levarem os donos para passear. Para quem tem patas em casa é imperdível, afinal, nem todos os lugares respeitam nossas fuças adentro.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Magaecocerta


Em casa, pararam de comer carne. Carne é carne minha gente, sem boi, frango, nem nada que tenha um coração. Não só pela saúde, não só porque o bicho fica no estômago um tempão apodrecendo até ser digerido. Não só pelo planeta, que vai ser tomado por criação de gado. Mas sim, por causa dos bichos, uma forma de não se alimentar do sofrimento alheio. É difícil mesmo parar. Até hoje fico louca se sinto cheiro de bife. Então, proponho a quem simpatiza com isso que tente pelo menos um dia, como diz o banner aí. Segunda-feira de carnaval, então, nada de bicho na mesa. Combinados?
Aos mais corajosos, que quiserem mesmo se convencer, indico o documentário "A carne é fraca", que linkei aqui. Depois de assistir, duvido que você veja um bife da mesma forma.
(imagem: SVB)

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Só para pequenos


Passear nas férias é mais complicado quando se pesa mais do que dez quilos. Peso quase 30, então para mim são três vezes mais complicado. Feijuca pesa outros 30, ou seja, seis doses de complicações para a dupla. Ninguém nos quer nos hotéis. “Somos boazinhas”, afirmamos. Nada feito.
Tentamos achar um perto de Itu e Porto Feliz, com gramado para corrermos um dia inteiro. Nada. Tem um spa bem bonito, com gramado lindo, portão, muro e “Day use”. Mas, mesmo com a insistência, a mocinha já avisou: “nada de patas grandes por aqui”.

(ps. Feijuca já tá bem, passou uns dias amoada, mas já está pronta para tirar os pontos)

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Ponto na pata


Pula daqui, salta de lá, e Feijuca cortou a pata. Um talho. Mas ela continuou se sacodindo, o que me deixou de pelos em pé. Como não parava, era sangue que jorrava para tudo que é lado. Resultado? Dois pontos, antibiótico e curativo a semana inteira.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

A insuperável sujeira do ser


Justamente por ser branca, vivo encardida. Um dia antes de passear, tomei banho para sair com cara de limpa nas fotos. Mas sabão não adianta, canso de latir isso em casa. Assim que me soltaram, pulei dentro do poço de lama que tinha no local, e aí voltei ao tom normal da minha pelagem.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Amor de verão


Eu andava, ele andava. Eu corria, ele corria. Até quando parei para beber água no lago tive que tomar cuidado para ele não me pegar desprevenida. Que inferno esse cachorro. Lindo o Bruce, mas tem um sério problema com rejeição amorosa. Durante o passeio, ele não largou do meu pé, ou melhor, do meu rabo. Cansei de dizer, rosnando claro, que sou castrada e não quero saber de macho cheirando lá trás. Mas ele seguiu, durante o dia todo, enfeitiçado pelo meu traseiro. Sem sucesso.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Déjate llevar


Moyka. Descobri que ela estava lá quando passeava no corredor da pousada e senti um cheiro conhecido. Ela estava no quarto ao lado. Logo a porta se abriu e fomos cheirando, cheirando até o estranhamento passar, e a amizade nascer. Ela tem uma habilidade incrível de se levar na guia presa à coleira. A guia cai no chão, e ela pega com a boca e se leva passear. Sem ajuda.
Pena que pegamos um e-mail dela que volta, e não conseguimos mais falar. Ainda aguardo notícias.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Como pode um peixe vivo


O bote.
O bote é um plástico grosso recheado de ar. Difícil acreditar que isso vai mesmo flutuar sobre a água. Mas flutua. O final de semana que me ensinaram a fazer floating (uma prévia para o rafting que vem aí) foi o mais divertido e amedrontador que já tive.
Determinada hora, pararam o bote e me jogaram no rio gelado. Nadar é um instinto do cachorro? Pois bem, desafio o cão que nada pior que eu. Eu nem queria entrar, chorei, empaquei, mas me carregaram. Quando senti a água gelada na barriga entrei em pânico (olha a cara do Cheddar aí embaixo, logo ele, que gosta de nadar, dentro do freezer que estava). Então comecei a bater as patas desesperadamente em direção à borda, para sair de lá o mais rápido. Não fosse o colete salva-vidas que me ajudou a boiar, e as pessoas, claro, que ficaram ao meu lado, eu teria sido engolida pelo rio.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Cheddar, o queijo nadador


Subi no bote, mas isso vai para outro post. O mais legal do passeio foram os amigos que fiz. Esse aí é o Cheddar, exímio nadador. Cheddar vivia triste num apartamento com um dono que não gostava dele. Esse cara o via como um estorvo peludo especialista em sujar sofás. Triste e magrelo, ele foi doado para a Thalita, que logo trocou o nome, que era Shadow (sombra, em inglês, nome triste e que não tem a cada dele) para Cheddar. Pronto, o golden se achou e desenvolveu todo potencial que tem para água. Apaixonei.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Onde está Nick?


Nick desapareceu na região do Shopping Anália Franco, em SP, perto de onde mora. Meu amigo sonhava conhecer o mundo, mas jamais poderia imaginar que a vida sem os donos seria tão difícil. Ele é um basset de pelos longos, preto, cinza e marrom. No dia, estava vestido de gala, com uma gravatinha vermelha meio laranja. É um doce de menino, mas tem medo de tudo. Na quinta-feira pela manhã (dia 21/01), ele sumiu. A família está desesperada. A última vez que foi visto, estava acompanhado de um colega maior, na r. Pantojo.
Bom, vamos aos contatos dos donos (todos 11):
Residência: 2671-5615/ 2671-8853
(r. Barão do Serro Largo, 473)
Jane: 8501-0379 jcecilia.antunes@uol.com.br
Carlos: 8757-7775
Aline: 8365-8988/ 8097-8830

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Feriado bem-amado


Enjoo em viagem de carro, imagina como ficaria em um bote sobre a água. Pois bem, inventaram de me levar passear sobre um rio no próximo final de semana. E para completar a situação, compraram coletes, como o aí de cima, para Feijuca e eu usarmos. Já até imagino, eu, com esse unhão que Deus me deu, sapateando em cima do bote recheado de ar. Conto tudo na semana que vem.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Grazie


Essa foto é antiga. Mas coloco aqui para representar um cheiro em amigos que sempre encontro no blog. Vai para o Jeremias Mequetrefe, cujo nome é genial. Um cheiro para a Loba e sua (agora imensa!) família. Um cheiro na Andrea Sassaki, no João (aquele do mundo encantado aí do lado), na Gislaine Silveira, na Fe e Pink, em Liv e Che, e em todos que me visitam. Se deixei passar alguém, desculpe a cabeça de vento, peguei os últimos comentários.

Fora do cardápio


Fui a um churrasco ontem. Até hoje todos haviam evitado em levar no lugar que acontece essa festa. E sei o porquê. Não nego meu nome, Magali. Como de tudo e muito, até a barriga doer, se deixarem. Mas não deixam. Além dos mimos que recebi no lugar, conheci o Free, um viralatas lindíssimo. Corremos, brincamos e cheiramos muita carne. O cheiro me deixou extasiada. Mas em casa não comem o que um dia foi um bicho vivo, e ninguém me deu um pedaço. No fundo foi bom, pois fico meio enojoada de imaginar que aquele bife que está na brasa poderia ter sido um amigo meu.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

O pé da letra


Música e leitura me atraem. Não que saiba ler, mas gosto que o façam para mim. No fundo, quero mesmo ouvir a voz dela. Quando tem música e ela canta junto, todo mundo sai de perto, mas eu fico só para ouvi-la. Quando ela senta com um livro do meu lado, sabe que eu gosto que leia em voz baixinha. A voz me hipnotiza e acalma. Às vezes nem presto atenção no conteúdo, mas no tom contínuo, como um mantra. Outro dia, ela estava recitando um livro que tia karinne lhe apresentou, chamado “Pequeno dicionário de palavras ao vento”. Não entendi tudo, mas achei bonito e vou colocar aqui algumas definições que ouvi:
Arrependimento = é uma inútil vontade de pedir ao tempo para voltar atrás
Belo = é tudo que faz os olhos pensarem ser coração
= toda certeza que dispensa provas
Idade = aquilo que você tem certeza que vai ganhar de aniversário, queira ou não
Indecisão = É quando você sabe muito bem o que quer, mas acha que deveria querer outra coisa
= onde a gente fica pensando se está melhor ou pior do que aqui
Lágrima = sumo que sai pelos olhos quando se espreme um coração
Loucura = coisa que quem não tem só pode ser completamente louco

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Mosca que pousou na sopa


Esse é o Che, um príncipe encantando. Durante as festas, ele foi deixado sob os cuidados de uma pessoa, que prometeu a ele a lua de mel com outra golden. Che, que era virgem e não aguentava mais a situação, nem pensou duas vezes. Já a golden ficou apaixonada pelos 40 quilos do simpaticão.
Acontece que durante os dias de farra, a dona da cachorra não limpou direito o quintal onde eles dormiam. Eles fizeram cocôs, vieram moscas sujismundas e depositaram larvas, que foram parar no príncipe, formando a famosa bicheira.
Dias depois, quando Liv, dona do Che, chegou, ela assustou com a tristeza do cão. Olha daqui, examina de lá e achou os bichos, já colaborando para necrose das patas e do saco dele. Sim, meus amigos, o lindo Che, que saiu de casa para perder a virgindade, pode acabar castrado por motivos de saúde.
Fica aqui o alerta: a limpeza nos locais onde ficamos tem que ser diária, sendo que qualquer ferida merece análise. E catem os cocôs que fizermos na rua, caso contrário, não é só o sapato do vizinho que pode acabar melecado, mas sim outro animal desavisado que pode ficar doente pelo descuido alheio.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Here comes the sun


Teve muita chuva nas últimas semanas, mas também muito sol. Sou amiga do astro, tanto, que gosto dele na minha barriga (não na cara, como podem ver). Acordo e vou reto me bronzear. Só que andei tomando umas tostadas, e por isso umas broncas, além de passar o dia todo ardida, porque minha barriga é rosinha. Como já perceberam isso, agora virou moda todo santo dia colocarem um creme nela, para que eu não me toste mais. E assim começa 2010.