quinta-feira, 18 de março de 2010

Endereço do cão herói

(imagem "Rede Bom Dia")
A quem perguntou - O senhor que mora com o cachorro herói, do post aí de baixo, fica em Santo André e costuma frequentar o sinal da esquina da Rua José Lins do Rego com a Av. Príncipe de Gales. Lá, ele pede aos carros que passam. Também não conheço Santo André e não fui até o local, mas a repórter que esteve lá (tia Michelly Cyrillo) disse que ele mora em uma construção que fica ao lado, em frente a uma pracinha.
É isso. Se eu tiver oportunidade, passo lá com um pouquinho da minha ração, para dividir com ele. E quem puder também ajude.
(vou aproveitar e pedir para ele não fumar, pois já provei AQUI que faz mal até para nós, cachorros)

Maga e o Mickey


Caminhava na avenida, em frente a um fórum, de onde saem advogadas que desafiam as calçadas esburacadas com saltos altíssimos, quando ele apareceu. Nunca antes na história deste blog eu havia visto um rato. Até já tomei vacina contra as doenças que ele transmite, dada minha fama de caçadora.
Mickey saiu de um bueiro, meio atordoado, subiu na calçada quente e correu. Cinza, pequeno e apavorado por tantos sapatos e gritos ao redor. Corria olhando para frente, sem mexer com ninguém, mas já incomodando a todos. Só por existir. Só por ser um rato.
Meu focinho virou-se, eu queria ir atrás. Queria cheirar, correr também e então puxei fortemente a guia. No que virei, vi um moço que vinha na direção contrária do Mickey, que continuava correndo, focado. O moço, vestido com um terno que devia estar fedido naquele calorão, mirou o rato com precisão, calculou o tempo e deu-lhe um chute. Pegou de lado, quase na cabeça. Mickey perdeu o rumo, foi lançado por um metro, caiu no asfalto quente, rolou, esfolou-se todo, e, ainda atordoado sem entender o que acontecera, achou o caminho do bueiro, todo machucado.
Sei que transmite doenças, sei que ninguém os quer por perto. Mas, naquele momento, fiquei com pena do rato. O chute não serviu para acabar com os ratos do mundo, com doenças, com nada. Serviu para o moço, fedido e corajoso, fazer-se de herói, e, gratuitamente, causar sofrimento ao Mickey, que levou uma bica, só por ser um rato.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Herói da vida real

(imagem "rede Bom dia")
Lupi Lobo, de um ano, acordou assustado com o barulho da invasão do barraco. Latiu, mas o dono, o morador de rua José André dos Santos, 56, nem ligou, pois estava acostumado com os latidos do amigo. Só que naquela noite foi diferente, pois não só invadiram como colocaram fogo no local onde os dois dormiam.
Seu José abriu os olhos com o lugar tomado pela fumaça e, intoxicado, desmaiou. Lupi desesperou-se. Mesmo com olhos e garganta ardendo, o cão, que também já estava prestes a desmaiar e morrer torrado, decidiu que não arredava as patas de lá sem seu José. Então começou a lamber o rosto do dono para que despertasse. Depois de alguns minutos, quando Lupi estava quase sem saliva, os olhos de seu José se abriram. “Se não fosse ele, teria morrido no incêndio”, afirmou, depois do susto, ao jornal “Rede Bom dia”.
No outro dia, a vida voltou ao prumo. Seu José voltou a pedir dinheiro nos sinais, como faz cotidianamente, pois está doente e ninguém lhe da emprego. E Lupi, como sempre, não desgrudou do dono. “É o meu companheiro. Às vezes deixo de comer para comprar ração para ele”, contou ao jornal.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Cão é cão e ponto.


Vieram me perguntar sobre a raça da Feijuca. Mas que raça, minha gente? Feijuca é uma legítima vira-latas, com muito orgulho. Aliás, quem de nós, caninos, liga para raça de cachorro? Isso é coisa de humano, inventada por ele para ganhar dinheiro sobre uma suposta fama. Qual é a diferença se o cachorro que está ao seu lado pertence a uma linhagem ou não? Nenhuma, o amor, a capacidade de aprendizado e até os gastos com ele são os mesmos. Minto, algumas linhagens podem sim acabar com a sua conta bancária.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Sonhos de Pingo

(doação da cadeira de rodas acima, para cães)

Com 18 anos, Pingo arrastava-se. Já não conseguia mais andar, depois de tantos problemas na coluna. Tristonho, na maioria do tempo caía no sono.
Já no mundo encantado do subconsciente, a situação invertia. Dormindo, Pingo corria. Ele conseguia correr com a ajuda de uma cadeira de rodas mágica, que milagrosamente aparecia com apenas uma chacoalhada de orelhas. Sobre patas e rodas, ele voava por gramados verdes, sem que ousassem chamá-lo de senil.
Por muito tempo, essa cadeira imaginária foi sua fortuna. Certo dia, o cão mexeu as orelhas de olhos abertos mesmo e puft! A cadeira apareceu. Feliz, cheirou o que pode e aguardou o outro dia, pela manhã, quando iria usá-la. Mas o outro dia não chegou para Pingo, que morreu, quietinho e senil, sem tempo para viver seus sonhos.
Os donos querem dar a oportunidade de outros cachorros desfrutarem dos sonhos de Pingo. Eles estão doando a cadeira mágica, ainda sem uso. Caso você saiba de um cão que precisa dela, e que se encaixe nas medidas abaixo, entre em contato com Mariu, (11) 9899-5096 (ou mariu@mariu.com.br). Mariu também tem uma cadela linda que está para doação, caso alguém tenha espaço e queira um novo amor na vida.

Diâmetro da roda = 0,25 cm
Largura entre as duas travessas que prendem no corpo do animalzinho = 0,21 cm
Extensão das duas travessas = 0,60 cm

Lembra da história da kelly? Clique aqui

segunda-feira, 1 de março de 2010

Crime e castigo


O que está acontecendo, minha gente? Primeiro, o caso do Amendoim aí embaixo, depois um motoqueiro amarrou seu cachorro na guia e o arrastou de moto até a morte, em Campinas (SP), no último dia 22. Largou o bicho na via pública, terminando de morrer. Agora recebo a notícia de uma mulher que pegou um gato, que apareceu em seu apartamento, em Passo Fundo (RS), e o jogou do oitavo andar, prédio abaixo.
As pessoas estão ficando cada vez mais desmioladas? Ou... Será que falta punição? Sim, porque se tivesse uma bem rigorosa, os psicoPATAS e sanguinários por natureza ao menos pensariam nas chibatadas, antes de massacrar um bicho.

Abaixo temos dois pedidos de punição, a serem entregues ao Ministério Público. Não organizei isso, mas sim entidades protetoras:
-Para assinar a petição que exige punição do motoqueiro que baba espuma verde, clique aqui
-Já contra a desvairada e mal-amada do oitavo andar, clique djá (coloquei só nome e RG)

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

A saga de Amendoim

Naquele dia, misteriosamente, a ração não estava lá. Tampouco o pote de comida. Um dos donos de Amendoim sacudiu a coleira, sinal de passeio, e o deixou com o rabo a mil. “Dia de cheirar (e mijar em) postes”, pensou, ansioso, mas estranhou por não conectarem a guia. Logo a porta do carro se abriu e o colocaram para dentro. Sem agrados. Ainda assim, estava feliz: “Passeio sobre rodas, orelhas ao vento, milhões de cheiros pelo ar”, matutou.
Mas desta vez o vidro do carro não abriu. Acomodou-se no banco, sem estar preso a lugar algum. Enquanto esticava os olhos para apreciar o caminho, “malditos pescoço e pernas curtas”, agarrava-se com as unhas no estofado para não despencar, por causa dos buracos das vias.
Determinado momento, o carro parou. Não era o parque com grama verdinha, não era a casa da tia no interior, onde passava férias. Era o asfalto quente, em uma avenida, onde a placa de velocidade, que raramente é respeitada, marcava 70 km/h. Rapidamente, o dono pegou Amendoim no colo, desceu e jogou-o, o mais longe que pôde. Retornou, deu partida e acelerou, o mais cruel que pôde. Atordoado, Amendoim ainda tentou, em vão, correr atrás do veículo, “malditas perninhas anãs!”, pensou, aflito, achando ter sido acidentalmente esquecido naquele inferno.
Fora covardemente abandonado. A pessoa do carro de trás viu tudo, estacionou e resgatou Amendoim. Ele ainda tem esse olhar perdido, de quem não compreende o que aconteceu ou o porquê está longe de casa.
Amendoim está para adoção. Tem 4 anos, saúde perfeita, tomou banho e recebeu remédio contra pulgas. Só que ainda será necessário muito amor para fazê-lo esquecer do asfalto quente.
Se você tem esse amor para dar a um basset legítimo e meigo, ligue para: (11) 9134-3242(Eliana) ou 9690-6258 (Tati) ou escreva no e-mail: eli.a.alves@uol.com.br

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Que nem gente - Marcando touca


Ex-motoqueira, Phoebe, de 5 anos, curte xeretar nas coisas da família, entre elas, a touca de cabelo. Tanto, que ganhou uma foto com o adereço, charmosa vai. Ela é ex-motoqueira pois quem cuida dela já acha que Phoebe está um tanto pesada para continuar de carona na motoca da família.

Seu cachorro faz coisas de humanos? (rs como eu, que escrevo?). Então manda a foto para a seção "que nem gente" que contarei em breves linhas a história dele. Mas atenção, NADA de forçar o cão a fazer algo ou judiar do bicho, que daí eu denuncio (e mordo). e-mail: patasaoalto@gmail.com

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Já para o passeio!


Essa é para o cão ler, para que ele te leve passear nos lugares certos.
Revista da Folha, edição de ontem.
(ei Tuka, bom te ver aqui! mande lambidas minhas para as dálmatas)

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

No caminho da Folha


Suei, rebolei e abanei meu rabo até dizer chega. Deu certo. Domingo, olhem a Revista da Folha (que vem no jornal, Folha de S. Paulo) que vou dar dicas para os cães levarem os donos para passear. Para quem tem patas em casa é imperdível, afinal, nem todos os lugares respeitam nossas fuças adentro.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Magaecocerta


Em casa, pararam de comer carne. Carne é carne minha gente, sem boi, frango, nem nada que tenha um coração. Não só pela saúde, não só porque o bicho fica no estômago um tempão apodrecendo até ser digerido. Não só pelo planeta, que vai ser tomado por criação de gado. Mas sim, por causa dos bichos, uma forma de não se alimentar do sofrimento alheio. É difícil mesmo parar. Até hoje fico louca se sinto cheiro de bife. Então, proponho a quem simpatiza com isso que tente pelo menos um dia, como diz o banner aí. Segunda-feira de carnaval, então, nada de bicho na mesa. Combinados?
Aos mais corajosos, que quiserem mesmo se convencer, indico o documentário "A carne é fraca", que linkei aqui. Depois de assistir, duvido que você veja um bife da mesma forma.
(imagem: SVB)

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Só para pequenos


Passear nas férias é mais complicado quando se pesa mais do que dez quilos. Peso quase 30, então para mim são três vezes mais complicado. Feijuca pesa outros 30, ou seja, seis doses de complicações para a dupla. Ninguém nos quer nos hotéis. “Somos boazinhas”, afirmamos. Nada feito.
Tentamos achar um perto de Itu e Porto Feliz, com gramado para corrermos um dia inteiro. Nada. Tem um spa bem bonito, com gramado lindo, portão, muro e “Day use”. Mas, mesmo com a insistência, a mocinha já avisou: “nada de patas grandes por aqui”.

(ps. Feijuca já tá bem, passou uns dias amoada, mas já está pronta para tirar os pontos)

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Ponto na pata


Pula daqui, salta de lá, e Feijuca cortou a pata. Um talho. Mas ela continuou se sacodindo, o que me deixou de pelos em pé. Como não parava, era sangue que jorrava para tudo que é lado. Resultado? Dois pontos, antibiótico e curativo a semana inteira.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

A insuperável sujeira do ser


Justamente por ser branca, vivo encardida. Um dia antes de passear, tomei banho para sair com cara de limpa nas fotos. Mas sabão não adianta, canso de latir isso em casa. Assim que me soltaram, pulei dentro do poço de lama que tinha no local, e aí voltei ao tom normal da minha pelagem.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Amor de verão


Eu andava, ele andava. Eu corria, ele corria. Até quando parei para beber água no lago tive que tomar cuidado para ele não me pegar desprevenida. Que inferno esse cachorro. Lindo o Bruce, mas tem um sério problema com rejeição amorosa. Durante o passeio, ele não largou do meu pé, ou melhor, do meu rabo. Cansei de dizer, rosnando claro, que sou castrada e não quero saber de macho cheirando lá trás. Mas ele seguiu, durante o dia todo, enfeitiçado pelo meu traseiro. Sem sucesso.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Déjate llevar


Moyka. Descobri que ela estava lá quando passeava no corredor da pousada e senti um cheiro conhecido. Ela estava no quarto ao lado. Logo a porta se abriu e fomos cheirando, cheirando até o estranhamento passar, e a amizade nascer. Ela tem uma habilidade incrível de se levar na guia presa à coleira. A guia cai no chão, e ela pega com a boca e se leva passear. Sem ajuda.
Pena que pegamos um e-mail dela que volta, e não conseguimos mais falar. Ainda aguardo notícias.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Como pode um peixe vivo


O bote.
O bote é um plástico grosso recheado de ar. Difícil acreditar que isso vai mesmo flutuar sobre a água. Mas flutua. O final de semana que me ensinaram a fazer floating (uma prévia para o rafting que vem aí) foi o mais divertido e amedrontador que já tive.
Determinada hora, pararam o bote e me jogaram no rio gelado. Nadar é um instinto do cachorro? Pois bem, desafio o cão que nada pior que eu. Eu nem queria entrar, chorei, empaquei, mas me carregaram. Quando senti a água gelada na barriga entrei em pânico (olha a cara do Cheddar aí embaixo, logo ele, que gosta de nadar, dentro do freezer que estava). Então comecei a bater as patas desesperadamente em direção à borda, para sair de lá o mais rápido. Não fosse o colete salva-vidas que me ajudou a boiar, e as pessoas, claro, que ficaram ao meu lado, eu teria sido engolida pelo rio.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Cheddar, o queijo nadador


Subi no bote, mas isso vai para outro post. O mais legal do passeio foram os amigos que fiz. Esse aí é o Cheddar, exímio nadador. Cheddar vivia triste num apartamento com um dono que não gostava dele. Esse cara o via como um estorvo peludo especialista em sujar sofás. Triste e magrelo, ele foi doado para a Thalita, que logo trocou o nome, que era Shadow (sombra, em inglês, nome triste e que não tem a cada dele) para Cheddar. Pronto, o golden se achou e desenvolveu todo potencial que tem para água. Apaixonei.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Onde está Nick?


Nick desapareceu na região do Shopping Anália Franco, em SP, perto de onde mora. Meu amigo sonhava conhecer o mundo, mas jamais poderia imaginar que a vida sem os donos seria tão difícil. Ele é um basset de pelos longos, preto, cinza e marrom. No dia, estava vestido de gala, com uma gravatinha vermelha meio laranja. É um doce de menino, mas tem medo de tudo. Na quinta-feira pela manhã (dia 21/01), ele sumiu. A família está desesperada. A última vez que foi visto, estava acompanhado de um colega maior, na r. Pantojo.
Bom, vamos aos contatos dos donos (todos 11):
Residência: 2671-5615/ 2671-8853
(r. Barão do Serro Largo, 473)
Jane: 8501-0379 jcecilia.antunes@uol.com.br
Carlos: 8757-7775
Aline: 8365-8988/ 8097-8830

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Feriado bem-amado


Enjoo em viagem de carro, imagina como ficaria em um bote sobre a água. Pois bem, inventaram de me levar passear sobre um rio no próximo final de semana. E para completar a situação, compraram coletes, como o aí de cima, para Feijuca e eu usarmos. Já até imagino, eu, com esse unhão que Deus me deu, sapateando em cima do bote recheado de ar. Conto tudo na semana que vem.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Grazie


Essa foto é antiga. Mas coloco aqui para representar um cheiro em amigos que sempre encontro no blog. Vai para o Jeremias Mequetrefe, cujo nome é genial. Um cheiro para a Loba e sua (agora imensa!) família. Um cheiro na Andrea Sassaki, no João (aquele do mundo encantado aí do lado), na Gislaine Silveira, na Fe e Pink, em Liv e Che, e em todos que me visitam. Se deixei passar alguém, desculpe a cabeça de vento, peguei os últimos comentários.

Fora do cardápio


Fui a um churrasco ontem. Até hoje todos haviam evitado em levar no lugar que acontece essa festa. E sei o porquê. Não nego meu nome, Magali. Como de tudo e muito, até a barriga doer, se deixarem. Mas não deixam. Além dos mimos que recebi no lugar, conheci o Free, um viralatas lindíssimo. Corremos, brincamos e cheiramos muita carne. O cheiro me deixou extasiada. Mas em casa não comem o que um dia foi um bicho vivo, e ninguém me deu um pedaço. No fundo foi bom, pois fico meio enojoada de imaginar que aquele bife que está na brasa poderia ter sido um amigo meu.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

O pé da letra


Música e leitura me atraem. Não que saiba ler, mas gosto que o façam para mim. No fundo, quero mesmo ouvir a voz dela. Quando tem música e ela canta junto, todo mundo sai de perto, mas eu fico só para ouvi-la. Quando ela senta com um livro do meu lado, sabe que eu gosto que leia em voz baixinha. A voz me hipnotiza e acalma. Às vezes nem presto atenção no conteúdo, mas no tom contínuo, como um mantra. Outro dia, ela estava recitando um livro que tia karinne lhe apresentou, chamado “Pequeno dicionário de palavras ao vento”. Não entendi tudo, mas achei bonito e vou colocar aqui algumas definições que ouvi:
Arrependimento = é uma inútil vontade de pedir ao tempo para voltar atrás
Belo = é tudo que faz os olhos pensarem ser coração
= toda certeza que dispensa provas
Idade = aquilo que você tem certeza que vai ganhar de aniversário, queira ou não
Indecisão = É quando você sabe muito bem o que quer, mas acha que deveria querer outra coisa
= onde a gente fica pensando se está melhor ou pior do que aqui
Lágrima = sumo que sai pelos olhos quando se espreme um coração
Loucura = coisa que quem não tem só pode ser completamente louco

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Mosca que pousou na sopa


Esse é o Che, um príncipe encantando. Durante as festas, ele foi deixado sob os cuidados de uma pessoa, que prometeu a ele a lua de mel com outra golden. Che, que era virgem e não aguentava mais a situação, nem pensou duas vezes. Já a golden ficou apaixonada pelos 40 quilos do simpaticão.
Acontece que durante os dias de farra, a dona da cachorra não limpou direito o quintal onde eles dormiam. Eles fizeram cocôs, vieram moscas sujismundas e depositaram larvas, que foram parar no príncipe, formando a famosa bicheira.
Dias depois, quando Liv, dona do Che, chegou, ela assustou com a tristeza do cão. Olha daqui, examina de lá e achou os bichos, já colaborando para necrose das patas e do saco dele. Sim, meus amigos, o lindo Che, que saiu de casa para perder a virgindade, pode acabar castrado por motivos de saúde.
Fica aqui o alerta: a limpeza nos locais onde ficamos tem que ser diária, sendo que qualquer ferida merece análise. E catem os cocôs que fizermos na rua, caso contrário, não é só o sapato do vizinho que pode acabar melecado, mas sim outro animal desavisado que pode ficar doente pelo descuido alheio.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Here comes the sun


Teve muita chuva nas últimas semanas, mas também muito sol. Sou amiga do astro, tanto, que gosto dele na minha barriga (não na cara, como podem ver). Acordo e vou reto me bronzear. Só que andei tomando umas tostadas, e por isso umas broncas, além de passar o dia todo ardida, porque minha barriga é rosinha. Como já perceberam isso, agora virou moda todo santo dia colocarem um creme nela, para que eu não me toste mais. E assim começa 2010.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Agarre sua linha


Ano difícil esse. Estive a maior parte dele agoniada, meio sem dono, meio sem casa. Foi nesse ano que tive o primeiro contato com a morte. Perdi uma amiga e vi o quanto somos frágeis e falíveis. E por ser imprevisível essa linha contínua que chamamos de vida, decidi aproveitar mais o ano que entra. Vou dispensar de vez aquilo e aqueles dispensáveis. Vou valorizar mais momentos bons e amigos que amo.

2010 chega cheio de brisa do mar. Vem com cara de casa nova, de jornal para minha coluna e de muitos ossos para dividir com Feijuca. Quem buscou a brisa boa? Eu mesma, pois foi nesse ano que percebi que cada um conduz a sua própria linha.
Bom Natal e ótimo 2010.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Onde está o gelo?


Feijuca e eu tentamos, com as patas e com a boca. Fiz até bolinhas na água. Nada.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Grades anti-cadelas


Confesso que um fenômeno me incomoda na família que cuida de mim. Trata-se do surgimento de novos bebês. Noto o aparecimento de novos pequenos e frágeis humanos, como o que já relatei anteriormente. Acredito que quando crescerem, eles vão se tornar grandes amigos meus, por isso minha vontade de dar um cheiro ou mesmo uma lambida no pé continuam. Mas raramente chego perto, pois essas miniaturas ficam sempre cercadas cuidados, que formam uma verdadeira barreira contra cadelas curiosas.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

O reinado da felina


Quando os cães saem, os gatos fazem a festa. Não é mentira. Lá em casa, Tuli se foi, como escrevi há uma semana. Pois a gata Rebeca tomou o lugar. Nunca antes na história deste blog ela havia entrado em casa. Não que não quisesse, mas Tuli bravamente a espantava, garantindo a exclusividade do sofá. Agora que Tuli morreu, a gata virou a sombra das pessoas. Ela literalmente deita e rola sobre as almofadas, que um dia foram privilégio da cachorra.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Família que cresce


Rose pediu dicas para bebês, uma vez que Loba, no centro da foto, está grávida. Em primeiro, após desmamar os bichinhos já chega a hora da vacina. Não tem saída, as quatro primeiras vacinas de imunidade têm que ser dadas, até uns cinco meses, para evitar doenças fatais aos filhotes. Também há no mercado comida especial para o bebê, que desmama e já pode entrar na ração. Depois, quando for doar os bichinhos, aconselho castrar todos. Assim evitamos que os eventuais netos da Loba acabem na rua, caso dêem crias indesejadas. Além disso, castrar só faz bem à saúde, uma vez que evita vários tipos de tumores na fase adulta. Feijuca e eu somos castradas e não temos o inconveniente de passar por TPM a cada seis meses.
No mais, parabéns à Loba, e que sejam muito bem-vindos os filhotes.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

A vida sexual de Pitty


Pincher macho, 4 anos, Pitty tem problema de excesso de disposição sexual. Toda vez que chega visita em casa é aquele corre-corre para desgrudar o cão de dois quilos da perna da pessoa. “Tivemos que levá-lo ao veterinário, com inflamações nos genitais quatro vezes, pois ele se esfola no que conseguir grudar”, reclama Lumi, o dono, que já não sabe o que fazer com o garanhão.
Pitty já acabou com almofadas e com os bichos de brinquedo, como uma tartaruga de pelúcia. Não dava trégua à coitada, que acabou estraçalhada no lixo. “Tentamos cruzar, mas não conseguimos achar uma fêmea no tamanho dele”, diz o dono. Arrumei uma solução para o bichinho. Pitty topou passar uma semana com uma sex doll para cães. Isso mesmo, uma boneca inflável própria para cachorros insaciáveis. Daqui dez dias, eu conto o resultado.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Timbuktu


Saímos viajar, e eu estava presa ao cinto de segurança com a Tuli, aí da foto. Lá pelas tantas, ela começou a passar mal, o que entendo, pois meu estômago também não gosta de passeios de carro. Mas ela estava estranha, a respiração rápida demais, e eu comecei a latir. Levei uma bronca do motorista, que não entendeu o que tentava comunicar. A língua da cachorra estava roxa, e ela desmaiou. Só então se deram conta do que eu tentava avisar, Tuli havia tido um pirepaque. Rapidamente estacionaram o carro, pegaram-na e saíram. Eu nunca mais veria Tuli, pois ela morrera ali, sob meus latidos alflitos.
Um escritor chamado Paul Auster me ensinou que ainda vou encontrá-la num lugar chamado Timbuktu, onde, depois que morrem, donos e cães se abraçam felizes. Sendo assim, até lá minha amiga.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Prepare os lenços e bom filme


A história de Hachiko, o cachorro que ganhou uma estátua no Japão pelo amor que tinha ao dono, agora será contada no cinema, no filme “Sempre ao seu lado”, que estréia em 25 de dezembro. O cão da raça akita pertenceu a um professor universitário em Tóquio. Todas as manhãs, Hachiko acompanhava o dono até a estação de trem Shibuya, onde embarcava para trabalhar. O cão retornava para casa, mas às 15 horas, voltava para ao local a fim de acompanhar o desembarque do professor. Um dia, o dono adoeceu e morreu no trabalho. Fiel, Hachiko esteve na estação, pontualmente, para esperar. O dono nunca mais voltou, mas por 11 anos seguidos, Hachiko foi todos os dias, no mesmo horário, aguardar a volta do professor. A história ficou tão famosa que o cão ganhou uma estátua, em frente à estação Shibuya, e agora virou o filme, que promete arrancar lágrimas até de quem nunca nos imaginou como melhores amigos. Clique aqui para começar o chororô já no trailer.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Lara vive


Finalmente encontraram Lara, a cachorra roubada. Os policiais disseram que ela está bem. Na foto antiga, o dono e ela, em casa.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Mão na consciência


Amanhã é Dia da Consciência Negra, e por isso lembrei do perfil de bichos que encalham em centros de adoção. São os maiores, os mais velhos e os negros. Sim, amigos, há preconceito na adoção de animais.
Os mais velhos ficam, pois as pessoas preferem filhotes. Em paralelo, não seria assim também com a adoção de crianças? Infelizmente, o destino das mais velhas acaba sendo crescer em abrigos.
Já os de porte grande sobram porque não cabem em apartamentos. Eu, com essa pança de quase 30 quilos, estaria frita. Mas e os de pelagem negra? “Eles são rejeitados, é uma forma de preconceito, as pessoas pedem cão branco e amarelo, e o pretinho básico, aquele de pêlos curtos, fica de lado”, disse tio Manuel Fernandes, que faz o trabalho no casarão da av. Paulista (nº1919).
Para dar um empurrão nessas adoções, o adestrador Jorge Pereira tem o trabalho voluntário de ensinar truques aos cães. “Educados, eles ficam mais atrativos e podem chamar a atenção das pessoas, mudando assim o triste destino de espiar a vida pelas grades do abrigo”, reforça tio Manuel.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Não é Lara, mas está sem o dono


O delegado me disse que a cadela Lara ainda não foi encontrada. Uma amiga achou esse cão aí de cima, que até pensou ser a cadela roubada. O bicho foi encontrado vagando pelo bairro da Saúde, em SP. Conversei com ele, que não soube dizer o nome, nem onde morava ou como se perdeu. Só me disse que está muito triste.
Por favor, passem a todos esse post, para que ele encontre o dono. E se não encontrar, a foto pode ajudar alguém a adotá-lo, pois a moça que o recolheu infelizmente não vai ficar com ele. (quem quiser saber mais sobre o cão pode escrever para: emb_193@hotmail.com)

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

A saga da cadela roubada


Ainda farejo o que teria acontecido com Lara, a cadela border collie que foi roubada na semana passada, durante um passeio matutino de domingo. Roubada mesmo, com violência e ameaça de morte ao dono. Lara ainda não foi achada, e o delegado, dr. Ubiraci, teme que pode ter sido morta. Na sexta, um leitor me escreveu dizendo que teria encontrado uma cachorra parecida, estou na cola dele. Um dos assaltantes foi preso, ele confessou que levou a cadela por encomenda. O mandante confessou que a cachorra esteve com ele, porém não diz que tivesse mandado. O safado fala que foi levada para outro lugar, sem especificar onde estaria. A prisão do mandante também foi requerida, mas ainda continua solto. O delegado teme que, para não ter provas do crime, Lara tenha sido sacrificada. Estou atrás, assim que tiver novidades, eu trago.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

A maldição da Maga


Quem foi o ignorante que criou a história de que gato preto dá azar? E que o bicho serve para macumba? Para evitar maldades, nesta semana, o CCZ não permite adoção de gatos pretos. E se você tiver um animal desses em casa, não deixe o bicho solto, pelo menos hoje, para evitar uma morte criminosa* de forma cruel. Ninguém me contou, eu vi. No ano passado, encontrei um gato preto morto debaixo de uma árvore, no interior de SP, com boca e barriga costurados grosseiramente, com algo dentro dele. Lati muito. O azar vai para quem recortou o bicho, pois fica aqui a minha praga. E olha que praga de Maga costuma pegar.

*Muita gente já sabe, mas sempre é bom reforçar:
Lei de Crimes Ambientais
Art. 32 - Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos:
Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa.
§ 1º Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos.
§ 2º A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Rua do medo


O aposentado João*, de 72 anos, passeava ontem, um domingo meio nublado e encardido, com sua fiel cã, a border collie Lara. Estavam em uma rua do Jabaquara, em SP. Eis que me para um carro, descem dois moços, alisam a cadela e, munidos de uma faca de cozinha, cortam a guia e roubam a cachorra. Gente, que qué isso? Eles ameaçaram o senhorzinho com a faca, enfiaram Lara no carro e sumiram. Lara pode acabar morrendo. Pois se fosse eu, parava de comer na hora. E esses criminosos que a levaram, certamente não vão gastar com veterinários e remédios, não vão dar atenção e carinho. Tadinha da Lara. Tadinho daquele senhor.
*mudei o nome, ele não queria dar o dele

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Guerreiras pintadas da Amazônia


Estive no Amazonas e no Pará. Sim, enfrentei o calorzão de 49 graus na sombra, acredita? Nem eu. Minha fuça secava a todo segundo. Pois foi lá que encontrei com uma cadela dálmata amazona, em Nhamundá, ao lado da cidade de Faro, no Pará, onde a lenda das guerreiras Amazonas nasceu. Reza a história que as Amazonas eram fortes índias guerreiras que andavam nuas a cavalo e viviam em Faro, no espelho da lua, onde tem uma água que as fortalecia. Homem algum jamais ousou enfrentá-las. Eu não as vi, infelizmente, mas vi uma dálmata amazona. Não me lembro o nome dela, então vou chamá-la de Icamiaba, o mesmo nome das índias. Icamiaba estava na fila para atendimento médico. Foi a primeira vez que ela viu um veterinário na vida, já com quase um ano. Fiquei de quatro ao vê-la tão disposta por lá, onde eu mal consegui parar de pé por causa do calorzão. Uma verdadeira guerreira.