(imagem "rede Bom dia")Lupi Lobo, de um ano, acordou assustado com o barulho da invasão do barraco. Latiu, mas o dono, o morador de rua José André dos Santos, 56, nem ligou, pois estava acostumado com os latidos do amigo. Só que naquela noite foi diferente, pois não só invadiram como colocaram fogo no local onde os dois dormiam.
Seu José abriu os olhos com o lugar tomado pela fumaça e, intoxicado, desmaiou. Lupi desesperou-se. Mesmo com olhos e garganta ardendo, o cão, que também já estava prestes a desmaiar e morrer torrado, decidiu que não arredava as patas de lá sem seu José. Então começou a lamber o rosto do dono para que despertasse. Depois de alguns minutos, quando Lupi estava quase sem saliva, os olhos de seu José se abriram. “Se não fosse ele, teria morrido no incêndio”, afirmou, depois do susto, ao jornal “Rede Bom dia”.
No outro dia, a vida voltou ao prumo. Seu José voltou a pedir dinheiro nos sinais, como faz cotidianamente, pois está doente e ninguém lhe da emprego. E Lupi, como sempre, não desgrudou do dono. “É o meu companheiro. Às vezes deixo de comer para comprar ração para ele”, contou ao jornal.































