quarta-feira, 19 de agosto de 2009

E lá vamos nós


quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Reinações de Feijuca


Feijuca, a cã que mora comigo, anda adoentada. Ela foi picada por um carrapato que deixa o cão com anemia. Dia desses, ela estava fracona, deitada lá na casinha e nem quis se levantar para brincar. Nem parece a Feijuca que me ajudava a destruir jardins e sofás, ou que quando bebê abusava da minha boa vontade roubando ossos da minha boca.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Maga no Metro - O agulhão contra a raiva



Agradeço à tia dra. Lúcia, dona da agulha aí da foto, que gentilmente cedeu a clínica (Mr. Pet, 11 3801-8657) para ilustrar meu texto. Foi ela também quem atendeu com carinho a Feijuca, quando a nenê chegou ramelenta e pulguenta da rua. Para ver os lugares onde a vacinação é gratuita até domingo CLIQUE AQUI

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Maga coragem


Dei para ter medo de rojão. Engraçado que antes, qualquer time podia vencer, ou o vizinho podia ganhar na loto, e os estalos podiam dominar o céu que eu nem ligava. Agora, se explodem algo, mesmo bem lá longe, fico com tremelique. Em casa o povo minimiza meu medo e me trata normal, eles insistem para eu brincar mesmo enquanto o mundo explode ao meu lado. Não quero saber, toda vez que estourar o barulho vou correr para minha casinha. Para quem não sabe, minha casinha é blindada. Lá é meu refúgio antibroncas, anti-rojões e antiqualquer mal.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Não adianta bater, eu não deixo você entrar


Nunca fui de desfilar roupinhas. Nunca fui porque não as tive, pois confesso que gosto. Meus pêlos são curtos, e o frio, ingrato. Feijuca também passou a gostar, depois de uma noite muito gelada.
Dia desses, o frio foi tanto que me colocaram duas roupas. Aí me incomodei. Na frente dos humanos fiquei quieta, abanei o rabo, dei a pata para encaixar as mangas, aquelas coisas que eles gostam. Mas durante a noite, me revoltei. Estica daqui, morde de lá e fui me virando, a fim de me livrar daquilo.
Consegui tirar as mangas, só que como eu faria para tirar, sozinha, o resto que ficou pendurado no pescoço? Pisei com uma pata em cima, puxei a cabeça para o outro lado e, uops, caí deitada. Em vez de tirar, me enrolei toda, um nó, minhas duas patas estavam presas no tecido. Fiquei ainda mais irada quando Feijuca riu de mim. Sem movimentos, não tive opção, senão me arrastar até a janela dos humanos e choramingar. Que humilhação.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Focinho torto no bebê


Finalmente deixaram-nos cheirar o pé da nenê de casa. Nunca antes havíamos chegado perto. Ao dar a fungada,ela abriu um gengivão feliz. Foi o cachorrômetro, teste que avalia cientificamente se a criança será cachorreira no futuro. Ela passou, sorte nossa.

Mudando de assunto, reparem que eu tenho uma curva no focinho. Nessa foto aí que escolhi dá para ver bem. Na época que eu era um nenê, fui fuçar em uma abelha que caiu no chão, e ela mordeu meu nariz. Empelotou e nunca mais voltou ao normal.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Patas, cartas e pernas



Tenho amigos de patas e de pernas. Com os de patas ganho cheiradas no traseiro, aposto corrida, brinco de pega e rolo na grama. Com os de pernas ganho biscoitos, afagos, às vezes broncas e agora recebo também cartas! Olha aí a carta que recebi da Rê, pelo texto no Metro.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Maga no METRO





Vocês pegaram o jornal Metro de hoje?
Eu ainda não, mas me avisaram que minha coluna saiu em um caderno especial. Ainda não tem online, por ser especial.
Bom, se puderem, leiam e pensem sobre o que está lá.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Em busca da mordida perfeita


Saímos da casa onde estávamos, e os telefones das plaquinhas de pescoço já não valem um carrapato gordo. Como fomos sumariamente expulsas da casa, resolvi desvincular dela de vez e comer a placa amarela da Feijuca, que carregava com os números. Pensei em achar a medida certa da dentada, de modo a deixar só o celular que continua o mesmo, mas errei na brutalidade e engoli quase tudo. Claro, foi só a dela, pois a minha, assim como você não consegue morder o próprio cotovelo, eu não consegui me engalfinhar com meu próprio pescoço.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Votem em mim





Assim ó: vc clica aí, depois clica em "votar neste blog" no balãozinho que aparece, põe seu nome, e-mail e pronto, votou ;)
obrigada!!

terça-feira, 23 de junho de 2009

Nunca perde essa mania


Demorei para assimilar o conceito de família. Quando nasci, ingênua, achei que eram os cães da ninhada e outros dálmatas próximos, aquela coisa meio Titãs: papai, mamãe e titia. Mas meu pai logo sumiu e me tiraram das mamas da minha mãe. Ganhei outra família. Na verdade fui vendida, mas isso é tema de outro post.
Além dos meus donos e da Feijuca, acho que família também são aquelas galinhas e ursos plásticos que aparecem lá em casa. Podem ser ainda os cães que estavam na mesma ninhada e que vejo de vez em quando. Sei que nesse meio familiar sempre tem aquele que lambe, o que rosna, o que rouba a bola da brincadeira ou mesmo o que só cuida do próprio rabo e que um dia surge para latir forte, desorientado, sem a menor idéia de quem somos. Late insano e em vão.Família é aquilo que você escolhe, cuida e que também escolheu você.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Vai passar


Hoje é aniversário do Chico Buarque. Não sei quem é fisicamente, pois nunca o vi, mas reconheceria sua voz de longe, pois ela preenche espaços em casa. A voz de Chico não é a mais bonita que já ouvi, mas me acalma. É um dos sons que embala meu sono.
Sei também onde ele mora. Ele habita dentro de uma das caixinhas pretas lá de casa, de onde vem o som. Preso nas caixas, ele cria versos que foram feitos para cada fase da minha vida, inclusive agora, que sou obrigada a ficar no interior, longe das minhas verdadeiras casa e dona. Vou deixar aqui uma homenagem a ele, que tem a ver com o momento em que estou:

"Ando cansado da lida
Preocupada, corrida, surrada, batida
Dos dias meus
Mas uma vez na vida
Eu vou viver a vida
Que eu pedi a Deus"

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Disputas


Tem uma novidade em casa, que o pessoal chama de bebê. Nunca tinha visto um tão de perto. Parece uma pessoa pequena, que não fica de pé e vive pendurada no colo de todos. Tem um cheiro suave e muitas roupas coloridas. Na verdade, no começo Feijuca e eu ficamos com ciúme do bebê. E para disputarmos a atenção de todos, colocamos em prática nosso plano de intensificarmos as travessuras no jardim e a destruição em serie de cobertores que são colocados para dormirmos no frio.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

A gula e o luxo


Quando me batizaram, jamais podiam esperar que eu ligasse a fama ao nome. Pois igual à figura homônima dos quadrinhos, engulo uma melancia inteira se me derem. Alface? Eu como. Cenoura, abobrinha, brócolis? Devoro crus. Ração? Como todas. Já Feijuca tem dificuldade para comer e torce o nariz para tudo. Quando isso acontece, não tem problema, eu como a minha ração e a dela, se eu conseguir ludibriar as pessoas de perto. Por ser tão boa de garfo, ganhei um colar* digno do tapete vermelho em Cannes.
*Agradeço com milhões de lambidas a madrinha Lara, que me deu o presente tão brilhante.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Joe, o talento


Apaixonei por um terapeuta. Falo de Joe, o golden da foto. Joe tem cinco anos e há quatro atua como cão terapeuta. Isso mesmo, ele trabalha duro, todos os dias visitando pessoas doentes. Tive o privilégio de conhecê-lo, e aproveito para dividir o bate-papo com vocês.

Maga – Como é o trabalho e o que você ganha para isso?
Joe - Visito as pessoas, distribuo lambidas e respondo conforme o paciente. Se a pessoa quer brincar, eu brinco. E se não quer, eu só fico ao lado, quietinho, deixo o paciente fazer o que quiser. Fora amigos, ganho afagos e bifinho no final da visita.

Maga – Como assim você deixa a pessoa fazer o que quiser?
Joe – Sim, tem gente que só quer colocar a mão na cabeça. Mas outros puxam minhas orelhas, meu rabo, querem que eu suba na cama e deite junto, aí subo, mas de forma delicada. Jamais pulo, em geral sei que eles estão em tratamento, pois estão frágeis.

Maga – Como são os preparativos para a visita? Você não se cansa?
Joe - Não canso, é como um passeio. Já os preparativos são chatos, tomo banho com freqüência, meus pêlos são penteados, o que confesso que dói um pouco, e antes de entrar nos hospitais, passam uns lencinhos nos meus pés, para limpar. Mas fico sempre quieto, pois gosto do meu trabalho, amo os amigos que fiz e sei que, depois de tudo, vêm os bifinhos.

Maga – Casa comigo?
Joe – Você é uma cadela linda, mas sou muito ocupado para pensar em casamento.

*Foto Lumi Zunica - Joe em visita a João, um de seus melhores amigos

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Trilogia da palmeira – Parte 1: A loucura


Gosto de comer folhas de palmeiras, mas agora tenho medo delas. Outro dia, a que mora lá em casa se revoltou. Foi justamente quando as pessoas que cuidam de mim viajaram. Durante a noite, enquanto dormia, ouvi um barulho de folhagens. Com sono, saí para ver quem incomodava, talvez fosse um gato que, flanando pelo muro, tivesse esbarrado nas folhas. Mas não, era a palmeira enfurecida. Ela começou a balangar pra lá e pra cá, como se dançasse, louca, mexendo a cabeleira de folhas. Quando me viu, intensificou ainda mais os movimentos. Enquanto mexia tudo, puxava com força os pés da terra, nesse momento, senti seu olhar de vingança. Feijuca e eu costumávamos puxar suas folhas para abocanhar, pois são muito saborosas. Naquela noite, a planta tinha se revoltado. Pronto, íamos levar uma surra da palmeira.
(continua...)

Trilogia da palmeira – Parte 2: A fúria


Feijuca também acordou. Latimos, tentando fazê-la assustar e voltar ao seu lugar, para dentro do canteiro, mas nada. Ela foi levantando a raiz com força, e, para nosso espanto, conseguiu sair. Colocou uma raiz para fora, espalhando terra para todo lado, depois outra e mais outra. Agigantou. Nesse momento, Feijuca e eu corremos para dentro da casinha, com medo do ataque. Já fora da terra, fitou-nos com ar de vitória e revanche, e então levantou os braços emaranhados de folhas e veio em nossa direção. Mas assim que as raízes saíram para fora e ela deu um passo, tropeçou. Apavorada, ainda tentou se agarrar em outros caules, mas foi ao chão. Muito perto da nossa casinha. A burra nem desconfiou que não conseguiria ficar de pé quando estivesse fora da terra. Ela estatelou lá, verde, agonizando até a morte.
(continua...)

Trilogia da palmeira – Parte 3: A execução final


Mesmo com medo dela, dava dó ver um caule de dois metros tão frágil, debatendo-se como um peixe vivo no cimento. No outro dia, quando as pessoas chegaram, grudei o galho sem vida para mostrar o que tinha acontecido, tinha que contar a aventura da palmeira enlouquecida. Mas as evidências estavam todas contra nós. Era terra para todo lado e folhas espalhadas pelo quintal. Acharam que Feijuca e eu botamos o caule chão abaixo. Apanhamos e fomos de castigo pra casinha. O caule, coitado, foi cortado em pedaços e colocado dentro de um saco preto, igual os de execução. Lati agoniada ao ver o esquartejamento do caule, uma palmeira que nos deu tantas folhas e que agora morreu solitária, vingativa e insana. Mas não adiantou, o saco preto foi embora, e nós ficamos sem comida o resto do dia, presas no castigo na casinha.
(The End)

domingo, 10 de maio de 2009

Descarga de estresse


Nunca fui das cãs mais corajosas. Eu finjo bem, lato forte, mas no fundo, se alguém correr atrás de mim, eu me escondo. Barulho também não é comigo. Outro dia teve um jogo de futebol que me deixou em pânico. As pessoas insistem em gastar dinheiro com rojão para celebrar felicidade. Ô coisa imbecil isso. Rojão é queima de dinheiro e me deixa em pânico. Tive um ataque de estresse, comecei com uma tremedeira, meu coração disparou e minha pernas mal me permitiam ficar sequer sentada. Depois do estresse, nem latir eu consegui, veio uma moleza irresistivel e fui para minha caminha, chateada.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Parabéns pra mim


Hoje faço dois anos. Como podem ver, estou ficando velha e cheia de rugas. Mas nada disso me importa, pois bem sei que cadela velha é que faz bagunça boa.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Uma verdade conveniente


Eu sabia, um dia tudo viria à tona. Por causa da minha fama e dos erros do passado, qualquer coisa que pula fora do lugar acham que fui eu. Enquanto isso, a sonsa da Feijuca faz aquela cara de vira-latas abandonado (essa aí de cima) e fica de boa. Quando as pessoas viram as costas, eu tô lá encolhida debaixo do móvel com medo da bronca, e a Feijuca, com aquele riso irônico estampado na fuça. Aconteceu com os jornais despedaçados, aconteceu com pote de água virado, e, finalmente, aconteceu com o jardim, ou melhor ex-jardim.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Maga em Revista


Revista Villa Mariana, edição de maio de 2009

A primeira experiência em revista é impagável. Mesmo porque não recebi nada para fazer. Vai, ganhei algumas rações. Por outro lado, confesso que Feijuca e eu fomos bastante mimadas para dar a pata, pular aqui e fotografar de lá. Clica aí na foto e veja o resultado.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Plantão médico


Tem diversão, sim, não nego, mas estar na capital tem o lado ruim. É aqui que eu vou ao médico. Agora que estou prestes a ficar famosa (post), redobraram os cuidados com meu shape. Cheguei no lugar e já farejei o cheiro de médico, mesmo sem ninguém de branco ao lado. Não demorou muito, aproveitaram que eu estava de costas e surgiu o ser de jaleco, munido de um aparelho para examinar os ouvidos, além do termômetro. De-tes-to termômetro. Mesmo eu tentando gritar: "ow, não levanta meu rabo não, eu consigo segurar o termômetro no sovaco, entre as pernas!" - o médico fechou minha boca e colocou lá, bem onde cismam em colocar nos cachorros (urgh!).

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Maga daninha


Há plantas que fazem mal aos bichos. Também há bichos que fazem mal às plantas. Gosto do cheiro da terra, do sabor da raiz, fazer o quê? Gosto. E fico o dia todo em uma garagem de 10 metros quadrados, sem nada para fazer, fico entediada. O jardim olha pra mim, vem aquele cheirinho de planta na terra, e não me aguento. Vou lá e arranco todas. Depois apanho, as plantas voltam para o lugar, e no outro dia faço tudo novamente.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Quando o capitalismo engoliu os bons modos


Como são as coisas. A vida inteira levei tapa no focinho quando pulei nas mesas. Não importa a mesa, se tinha comida ou se eu queria só mesmo espiar. Era pular e levar no focinho. Ontem me levaram fazer foto para uma revista (ah gente, maga no mundo de caras) aí insistiram que eu tinha que ficar de pé na mesa. Ainda ganhei granola, pude lamber o chop que derrubei e dar uma lambida em um lanche, a cada vez que fiquei em pé. Vai entender.

quarta-feira, 18 de março de 2009

O calopsito e a franga


Gente, sobre o post de ontem, aí abaixo, recebi uma carta da Cremilda:
"Querida Magali
Infelizmente tive que sair às pressas e acabei deixando vocês preocupadas. Eu não estou morta, aqueles restos de borracha que vocês encontraram pela casa são apenas restos da minha troca de borracha mensal. Na verdade, eu me apaixonei por um pássaro. Ele não é da minha espécie, mas é um sujeito muito legal. Não é muito bonito, cinza com amarelo, mas é cheio de personalidade. Peço desculpas mais uma vez.

beijos,
Cremilda, agora Vivilda"

segunda-feira, 16 de março de 2009

Morte e vida severina


Cremilda, 1 ano, morreu. Quando ela chegou, lembro da felicidade de ter uma franga tão amiga para morder. Não nos desgrudávamos. Quer dizer, ela vivia grudada nos meus dentes. Se eu ia da sala para a garagem, carregava Cremilda comigo. Quando íamos para o interior, lá ia Cremilda no banco de trás. Mas outro dia, Feijuca a pegou pelo pescoço e eu pelos pés. Esticamos tanto que ela não agüentou e se partiu em duas. Ouvi rumores que ela, na verdade, se recuperou e fugiu. Hoje vive como teúda e manteúda de um calopsito chamado Villa, pelo qual teria se apaixonado. Não sei se acredito na história.

Leg. Na imagem empoeirada, Cremilda, ainda uma franga inocente, com Feijuca, ainda bebê

terça-feira, 10 de março de 2009

A liberdade é azul


Era um domingo ensolarado. Naquele dia, abriram o portão para viajar e o esqueceram aberto. Nem acreditei. Puxei a porta de ferro com a pata, espiei de leve, e ele estava mesmo lá: o vão para a felicidade.
Nunca me deixam sair na rua sem coleira. Será que é pelo fato de eu sair correndo e não ver os carros que insistem em andar na rua? Ou por eu finjir que nem sei meu nome quando consigo escapar?
Bom, ganhei o asfalto. Corri por tudo, dei tchauzinho para os vizinhos, apavorei os gatos alheios, comi os pães que jogam para os pombos, espantei todos da calçada, rolei com os cães da rua. Feijuca atrás de mim, como se deve fazer mesmo uma irmã mais nova.
Foi o melhor domingo que já tivemos, o mais livre. Mas acabou quando as pessoas de casa voltaram e não nos viram por lá. Foi um pânico. E se tivéssemos morrido? Atropeladas? E se tivessem nos levado para longe? Furtadas, atraídas por um bife? Af, um tumulto. Acharam-nos na cidade, enquanto eu cavoucava um terreno. Feijuca estava do meu lado, sentada, esperando que eu terminasse o buraco. Tomamos uma baita bronca. Mas voltamos felizes, cansadas, comemos e dormimos.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Pânico sobre rodas



Não gosto de andar de carro. Desde pequena, me colocavam dentro do veículo, e eu começava a babar. Escorria baba até passar mal e finalmente gorfar, em pleno estofado. Hoje, consigo controlar meu enjôo, além disso, quando a viagem é longa, dopam-me com um ou dois dramins. Sono na certa. Para minha infelicidade, Feijuca é uma maria-gasolina. Abriu a porta, a danada pula banco adentro. Olha só a cara bocolona de felicidade dela.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Estômago à prova


Tem sobre as focas, tem sobre os frangos, tem sobre os ratos, e, fiquei horrorizada de ver que tem também sobre nós, os cães. Fico ainda pior de imaginar que as maldades poderiam ter sido feitas contra minha irmã Feijuca, caso ela tivesse crescido na rua. Os vídeos da organização Peta é para quem tem estômago. Duvido que, depois de vê-los, você nos veja da mesma maneira:

http://www.peta.org/
Se entrar, aproveita a assina todos os abaixos lá: contra espancamento de focas no Canadá, contra os bichos mortos para colocar no pescoço que a Armani vende, entre outros.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Na lama


Esse aí chama-se Sakê. Ele pertence à raça fofa west terrier, que ficou famosa por causa do IG, lembram-se? Pois bem. Mas no fundo, Sakê tem mesmo sangue dálmata, para não dizer espírito de porco. Ao invés de manter-se branco e fofinho, ele desanda. Com a cara de eterna farra, gosta de encher o saco dos cachorros grandes, como se não soubesse seu tamanho, e enquanto outros cães se divertem no gramado verdinho do parque, Sakê rola na lama e faz questão de deitar dentro do bebedouro, onde, em tese, serviria para... Beber água.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Outros carnavais



Carnaval chegando, e eu já sei tudo o que rola nessa época. Aprendi o significado das palavras porre e ressaca. Outro dia, descuidaram de uma garrafa de vinho no chão, dei com a pata nela e lambi tudo que caiu. Lambi, lambi, lambi até minha língua ficar roxa e limparem o chão, aos berros de “sai maga”. Foi tarde, tomei uma boa porção daquilo. Dali uns minutos, sentei e tive uma sensação engraçada, não me equilibrava direito, uma moleza tamanha, que dormi. De madrugada, enquanto todos dormiam, eu levantei com um megaenjôo e vomitei cor de rosa. No outro dia, nem consegui olhar para a ração.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

De virar a mesa


Depois de longas férias, voltei a SP. Vim de mala, cuia e Feijuca. Mas agora precisamos de readaptação. Além de eu não ter nascido muito delicada, fiquei acostumada a locais amplos, com gramado, onde posso pular com a Feijuca sem machucar pessoas e móveis. Ontem, fomos brincar na cozinha, e, ao saltarmos, viramos a mesa. Af. Nem esperamos a bronca e corremos para debaixo do sofá. Feijuca, magrela, escondeu-se. Já eu fiquei entalada, pois a ração light não anda funcionando.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Amigos ou máquinas de dinheiro?


Fiquei matutando sobre a história da Margot, aquela shitzu fofa de dois meses, que tem hidrocefalia. Os amigos que a compraram pagaram R$ 1.000 por ela, mas a cãzinha não tem garantia de vida porque está doente. Não seria o caso de devolver o dinheiro? Os criadores ainda tiveram a pachorra de cobrar mais R$ 200 pelo pedigree. Ué, mas quando você vende um cão COM pedigree, o tal registro não está incluso no preço? Lembro ainda que Margot, como todos os cães que vemos em gaiolinhas à venda, não veio castrada nem com o chip de identificação, conforme manda uma lei municipal de São Paulo, válida desde o ano passado.

Lembro também de quando eu estava na tal gaiolinha esperando uma casa. Minha mãe, com apenas quatro anos, já havia parido umas três vezes. Nós ficávamos todos amontoados, juntos de muitas outras crias, de cachorras que provavelmente só vieram ao mundo para parir e fazer dinheiro. Isso me faz pensar em quantas crias eu aguentaria ter. É essa a vida destinada à minha mãe, ter o útero esticado todos os anos, o corpo bombardeado de hormônios, as tetas lotadas de leite, depois de todo santo cio, somente para trazer grana para o criador?

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Dá-lhe criatividade


Tenho medo daquele cachorro-peixe da propaganda, até late para a tv. O que é aquilo? Com tempo ninguém mais sabe o que a propaganda vende, mas só que tem um (monstrinho) peixe-cão. Já imaginou se estou lá na praia, correndo de lá, cavoucando de cá, e um bicho daquele vem cheirar meu rabo? Pior ainda se EU tiver que cheirar o rabo do peixe. Não dá . Prefiro idéias como a aí de cima, pois no fundo, todos querem mesmo ser um cão. Não escapam nem os de asas ou escamas.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Dama de copas


Ainda não conheci, mas tô louca para pôr minhas patas nela. Essa aí é a Margot, isso mesmo como a francesa, toda delicada. Só que não me deixam chegar perto da fofa pq não sou tão meiga, e a filhota foi diagnosticada com hidrocefalia, ou seja, água na cabeça. Qualquer batida na cuca pode ser fatal. Por enquanto, ela segue em observação, mas assim que melhorar, vou ensiná-la a brincar.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Sapatadas


Eu levo, tu levas, ele leva, nós (Feijuca e eu) levamos e, surpresa, até o Bush leva! A diferença é que, eu já comi muitos sapatos e tenho aprendido a não fazer mais coisa errada para não levar uma sapatada na bunda.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Ode à individualidade


Machuquei a cabeça. Não sei como fiz isso, mas consegui abrir um buraco que sangra. Nem dói, mas como ficou feio, assustei o povo. E as pessoas usam truques para me passar remédio, que são ossos e brinquedos, como as bolinhas. Cada um tem um jeito de brincar, e todos deveriam respeitar o meu jeito. Gosto de morder a bolinha até ficar inútil, mas foi só eu receber o remédio na cabeça que me tiraram o brinquedo.