segunda-feira, 11 de maio de 2009

Trilogia da palmeira – Parte 3: A execução final


Mesmo com medo dela, dava dó ver um caule de dois metros tão frágil, debatendo-se como um peixe vivo no cimento. No outro dia, quando as pessoas chegaram, grudei o galho sem vida para mostrar o que tinha acontecido, tinha que contar a aventura da palmeira enlouquecida. Mas as evidências estavam todas contra nós. Era terra para todo lado e folhas espalhadas pelo quintal. Acharam que Feijuca e eu botamos o caule chão abaixo. Apanhamos e fomos de castigo pra casinha. O caule, coitado, foi cortado em pedaços e colocado dentro de um saco preto, igual os de execução. Lati agoniada ao ver o esquartejamento do caule, uma palmeira que nos deu tantas folhas e que agora morreu solitária, vingativa e insana. Mas não adiantou, o saco preto foi embora, e nós ficamos sem comida o resto do dia, presas no castigo na casinha.
(The End)

Um comentário:

Inahiá disse...

Sensacional a trilogia. Amei!
Com certeza não foi culpa delas, hehehe.