quarta-feira, 21 de outubro de 2009
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Como nascem as verrugas

Ao ouvir o barulhão do céu, acordei no meio da madrugada e resolvi espiar a chuva. Os raios que riscavam a noite vinham acompanhados de trovões, que tremiam o gramado. Mas Feijuca continuava roncando, mesmo enquanto o mundo desabava casinha afora.
No meio do dilúvio, vi algo perto das grades. Era uma pessoa corcunda, que carregava uma vassoura nas mãos. Achei que fosse dona Dita, a senhora que varre o nosso quintal e com quem me divirto, tentando roubar a vassoura. Até arrisquei uma abanada de rabo.
Mas não. Era uma mulher mais sombria que a chuvarada. Usava um chapéu bicudo e tinha uma vareta na outra mão, de longas unhas cor de vinho. Apavorei e lati para Feijuca. Nada, ela parecia em transe. A mulher foi se aproximando, com um cheiro forte de bicho morto, enquanto eu me encolhia pelos cantos. Ela entrou na minha casinha. Fiz um xixi onde estava de tanto pavor. Sem chance, a fedorenta iria me dar uma vassourada ou me espancar com a vareta. Foi quanto a velhota tocou minha cabeça, resmungou umas palavrinhas e gargalhou. Saiu rindo alto, um riso debochado, que me doía os tímpanos. Então a mulher assombrosa pegou a vassoura, partiu rumo aos raios e evaporou no céu escuro. Não dormi mais. Só no outro dia fiquei sabendo o que acontecera. Caros, foi exatamente assim que eu ganhei uma verruga na cabeça.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Não cheirou nada bem

Hoje, se eu fosse espancada por um maluco, essa pessoa cometeria um crime, de acordo com a lei. Mas tem gente querendo mudar isso. E eu não gostei do que farejei.
Tem um projeto em votação que tira dessa lei as palavras “animais domésticos ou domesticados”. Se aprovado, você continuará não podendo enforcar um macaco, pois ele está protegido, mas com um gato ou comigo as pessoas poderão fazer o que quiserem, uma vez que não será mais crime nos estrangular.
Uma ONG fez uma lista contra essa mudança. Não consigo assinar, só latir por ajuda. Mas você pode colocar seu nome no manifesto clicando aqui. Não paga nada, é rápido e vai nos ajudar horrores.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Onde encontrar a cadeira de rodas
.jpg)
Muita gente pediu (prips e vinícius!), então aqui vai a dica de onde Gina, dona da kelly, fez a cadeirinha. Ela tentou em vários, e a melhor foi com o Celso, tel.(11) 4825-2378, e o site: http://www.caodeirinha.com/(por telefone, a Gina me disse que ele atende só à noite, no site tem o e-mail tb)
Ele vem de Ribeirão Pires e faz sob medida. Foi a cadeira mais confortável, pois com as outras, a altura não ajustava ou as patas arrastavam, afe, um horror.
(matéria e vídeo logo abaixo)
Rodas que trazem vida

Olha só que coincidência. Justo nessa página do Metro, tia Aline resolveu falar da personagem dela, que perderá os movimentos na novela. Mais uma homenagem à kelly! (vídeo clicando aqui).
Para saber como encontrar uma cadeirinha de rodas para seu bicho, sob medida, clique aqui
terça-feira, 13 de outubro de 2009
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Maga das neves

Começamos a usar roupas faz pouco tempo, no último inverno. Antes, ninguém tinha pensado que sentíamos frio, só porque temos pêlos. Bom, agora, a campeã das roupas é a Feijuca, aí de moletom. Ela, que destruía as minhas roupas por ciúmes, agora que ganhou uma fica toda pimpona e até ajuda com a cabeça na hora de colocar. Preciso filmar isso.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Onde está a sua turma?

Dou o latido para Feijuca:
Depois de uma discussão humana em casa, ouvi alguém de fora falar para minha dona: vai procurar sua turma. Turma? Onde pode estar? De que turma falava? Depois que ouviu isso, percebi que ela ficou amuada e sentou quieta. Acho que imaginando como procurar a tal da turma. Fui por trás dela, apoiei minhas patas nos ombros, comecei a lamber e a emaranhar todo cabelo. Ela, que diz que detesta e me espanta quando faço isso, também morre de rir. E então, ela riu. Logo a Maga chegou ao lado, foi quando nós três percebemos que não havia mais nada a ser procurado, pois lá estava a nossa turma.
Outra turma minha é a turma dos vira-latas, ou melhor, o CLUBE DOS VIRA-LATAS que vc conhece clicando aqui
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Eu farejei

Tem palestra e cinema? Tem sim senhor. Tem amigo para adotar? Tem sim senhor. Então CLIQUE AQUI e veja a programação para não ficar de fora das comemorações do Dia Mundial dos Animais. E abaixo, segue a lista de lugares legais para adoção que prometi:
Acãochego
Adote um gatinho
Uipa
Adote cão
CCZ – Probem
Centro de Adoção
Adoção
Gatinhos de toda parte
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Também se colhe o que se desplanta

Quem me acompanha sabe do meu fraco pelas plantas. Eu amo tanto que as quero junto de mim, se possível dentro da minha casinha ou mesmo do meu estômago. Em outros relatos, contei sobre a saga da palmeira louca (parte 1 / parte 2 / parte 3),aquela que me atacou em uma noite sombria e que tive que me defender. Depois dela, sobraram mais essas, cuja batalha vencemos há uma semana. Para rimar, derrotamos as danadas e levamos umas palmadas.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Sonhos de Magali

Repare bem no seu cão enquanto ele dorme. Ele se mexe? As pálpebras tremem? Pois bem, ele sonha como você. Na noite passada, acordei com a pata direita mexendo, enquanto sonhava com um brinquedo, que não vejo faz muito tempo. No sonho, eu o havia encontrado debaixo do sofá, e, ansiosa, tentava puxá-lo para mim. Feijuca também sonha, e já tomei patada involuntária dela enquanto dormia. Tem aqueles cães que até latem dormindo, como neste do filme, um latido estranho, concordo (não é aquele vídeo que o cão corre e bate a cabeça no final das cenas, que não coloco aqui, pois achei maldoso).
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
terça-feira, 15 de setembro de 2009
E tropeçou no céu como se fosse bêbada

Tanto fizemos que me machuquei. Brincadeira de cão, sabe como é. Todos os dias, tem uma moça que lava o quintal onde ficamos. E todos os dias, Feijuca e eu nem esperamos secar e vamos brincar no piso escorregadio. Ontem, deslizei e caí de mau jeito.
E me acabei no chão como um pacote flácido.
E machuquei o sovaco como se fosse náufrago,
E tomei injeção como se ouvisse música,
E engoli remédios como se fosse o máximo.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Reino encantado


Se há um cheiro diferente, planta, papel ou coisa que vale uma lambida, vai para minha boca. Outro dia, na casa da vó, achei um negócio bacana. “Casa da vó” é o reino encantado, no qual há espaço para corrida, jardim, grama com placa “É permitido rolar”, vasos, que adoro arrastar, e até árvores. Inclusive tem uma árvore que joga bolas pretas em cima de mim, e resolvi saborear uma fruta gentilmente cedida pela planta. Passa na bochecha direita, passa para a esquerda, e assim fiquei tentando desvendar o mistério daquele fruto. Enquanto isso, corriam como loucos atrás de mim, pois achavam que eu havia capturado ossos de frango, proibidos. Quando me alcançaram, tomaram a guloseima da minha boca. Era uma jabuticaba, que não
consegui sentir o gosto. De tão delicada a danada, nem a mordi.
Veja o vídeo da cadela mais esperta que eu, que consegue roubar a frutinha do pé
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Para não dizer que não falei dos gatos

Juro que já tentei ser amiga dela. Rebeca vivia em cima da palmeira que ficava em frente de casa, mas agora resolveu ficar longe, nos fundos da casa, pois Feijuca e eu moramos embaixo da planta. A gata apareceu como Feijuca, ainda bebê, frágil e abandonada por alguém. Quando me apresentaram a ela, eu ainda era pequena, ela estava no colo dos meus donos, e pulei com o focinho pronto para uma cheirada básica. Eu estava curiosa, afinal nunca tinha visto aquele bicho. Imediatamente ela mostrou as garras para mim. A partir de então ficaram seladas as nossas diferenças, e eu que não a veja ocupar o colo de ninguém lá em casa novamente.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Em berço esplêndido

Entendo a cantora Vanusa quando entoou a versão bêbada do hino. Também já estive nessa situação. Se analisarmos, veremos que é mesmo a versão mais adequada hoje. Além de Sarney e Palocci impunes e impávidos colossos, conforme ouvi lá em casa, hoje em SP eu passeei por um monte de lixo nas calçadas, pois a prefeitura não quer mais saber de recolher corretamente. Ou seja, é lixo para todo lado. Então vamos lá todo mundo junto:
“teeerrraaaa dourada, em berço espendiduuu
entre outras mil é tu Brasil...
Se em teu risonho i formoso i límpido,
a imaaaagem do cruzeiroooo...
e o teu futuro espelha essa grandeza”
domingo, 6 de setembro de 2009
Novo sofá

Essa é minha amiga Nina. Aos dois anos, ela se viu sem casa. Como um brinquedo quebrado, os donos resolveram que não a queriam mais. Quando vão entender que somos parte da família, e como filhos nos apegamos, portanto não podemos ser entregues por aí? Mas ela teve sorte, pois conseguiu um espaço no sofá e sob as lentes do fotógrafo Júlio.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Boa de boca
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Longe da banguela - lista de dentistas

Como prometi, aqui está a lista de tios dentistas de bichos que farejei:
Daniel G. Ferro
Butantã – tel. 3816-2450
Jd. Anália Franco – tel. 3467-3006
Fernanda Maria Lopes
Tel. 9978-8041
Herbert Lima Correa
Butantã – tel. 3816-2450
Jundiaí – tel. (11) 4587-5928
Campinas – tel. (19) 3232-3522
Jonathan Ferreira
Butantã – tel. 3816-2450
Jd. Anália Franco – tel. 3467-3006
Marcus Toledo Michelassi
Tel. 5531-3805
Michèle Venturini
Butantã – tel. 3816-2450
Moema – tel. 5055-9271
Rogerio Arno Miranda
Guarulhos – tel. 2949-0025
Sérgio Luiz da Silveira Camargo
Tel. - 5533-6272
Vanessa Carvalho
Tel. 9649-3221
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Brinquedos subterrâneos

Toda santa vez que estraçalho um brinquedo meu lá vem a ladainha: “Pô Maga, esses brinquedinhos custam caro!”. Ué, mas não são meus? Então eu faço o que quero. Uma chateação. Agora passei a enterrar o brinquedo quando está mulambento. Escondo debaixo da terra, assim ninguém mais vê. Mas teve um dia que fiquei com saudade do urso sem cabeça e da minha bola roxa. Desenterrei os dois. Foi só eu tirar da lama que todos descobriram meu esconderijo, sem contar que a Feijuca tomou a bola de mim.
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Reinações de Feijuca

Feijuca, a cã que mora comigo, anda adoentada. Ela foi picada por um carrapato que deixa o cão com anemia. Dia desses, ela estava fracona, deitada lá na casinha e nem quis se levantar para brincar. Nem parece a Feijuca que me ajudava a destruir jardins e sofás, ou que quando bebê abusava da minha boa vontade roubando ossos da minha boca.
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Maga no Metro - O agulhão contra a raiva


Agradeço à tia dra. Lúcia, dona da agulha aí da foto, que gentilmente cedeu a clínica (Mr. Pet, 11 3801-8657) para ilustrar meu texto. Foi ela também quem atendeu com carinho a Feijuca, quando a nenê chegou ramelenta e pulguenta da rua. Para ver os lugares onde a vacinação é gratuita até domingo CLIQUE AQUI
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Maga coragem

Dei para ter medo de rojão. Engraçado que antes, qualquer time podia vencer, ou o vizinho podia ganhar na loto, e os estalos podiam dominar o céu que eu nem ligava. Agora, se explodem algo, mesmo bem lá longe, fico com tremelique. Em casa o povo minimiza meu medo e me trata normal, eles insistem para eu brincar mesmo enquanto o mundo explode ao meu lado. Não quero saber, toda vez que estourar o barulho vou correr para minha casinha. Para quem não sabe, minha casinha é blindada. Lá é meu refúgio antibroncas, anti-rojões e antiqualquer mal.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Não adianta bater, eu não deixo você entrar

Nunca fui de desfilar roupinhas. Nunca fui porque não as tive, pois confesso que gosto. Meus pêlos são curtos, e o frio, ingrato. Feijuca também passou a gostar, depois de uma noite muito gelada.
Dia desses, o frio foi tanto que me colocaram duas roupas. Aí me incomodei. Na frente dos humanos fiquei quieta, abanei o rabo, dei a pata para encaixar as mangas, aquelas coisas que eles gostam. Mas durante a noite, me revoltei. Estica daqui, morde de lá e fui me virando, a fim de me livrar daquilo.
Consegui tirar as mangas, só que como eu faria para tirar, sozinha, o resto que ficou pendurado no pescoço? Pisei com uma pata em cima, puxei a cabeça para o outro lado e, uops, caí deitada. Em vez de tirar, me enrolei toda, um nó, minhas duas patas estavam presas no tecido. Fiquei ainda mais irada quando Feijuca riu de mim. Sem movimentos, não tive opção, senão me arrastar até a janela dos humanos e choramingar. Que humilhação.
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Focinho torto no bebê

Finalmente deixaram-nos cheirar o pé da nenê de casa. Nunca antes havíamos chegado perto. Ao dar a fungada,ela abriu um gengivão feliz. Foi o cachorrômetro, teste que avalia cientificamente se a criança será cachorreira no futuro. Ela passou, sorte nossa.
Mudando de assunto, reparem que eu tenho uma curva no focinho. Nessa foto aí que escolhi dá para ver bem. Na época que eu era um nenê, fui fuçar em uma abelha que caiu no chão, e ela mordeu meu nariz. Empelotou e nunca mais voltou ao normal.
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Patas, cartas e pernas
quinta-feira, 23 de julho de 2009
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Maga no METRO


Vocês pegaram o jornal Metro de hoje?
Eu ainda não, mas me avisaram que minha coluna saiu em um caderno especial. Ainda não tem online, por ser especial.
Bom, se puderem, leiam e pensem sobre o que está lá.
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Em busca da mordida perfeita

Saímos da casa onde estávamos, e os telefones das plaquinhas de pescoço já não valem um carrapato gordo. Como fomos sumariamente expulsas da casa, resolvi desvincular dela de vez e comer a placa amarela da Feijuca, que carregava com os números. Pensei em achar a medida certa da dentada, de modo a deixar só o celular que continua o mesmo, mas errei na brutalidade e engoli quase tudo. Claro, foi só a dela, pois a minha, assim como você não consegue morder o próprio cotovelo, eu não consegui me engalfinhar com meu próprio pescoço.
terça-feira, 30 de junho de 2009
Votem em mim
terça-feira, 23 de junho de 2009
Nunca perde essa mania

Demorei para assimilar o conceito de família. Quando nasci, ingênua, achei que eram os cães da ninhada e outros dálmatas próximos, aquela coisa meio Titãs: papai, mamãe e titia. Mas meu pai logo sumiu e me tiraram das mamas da minha mãe. Ganhei outra família. Na verdade fui vendida, mas isso é tema de outro post.
Além dos meus donos e da Feijuca, acho que família também são aquelas galinhas e ursos plásticos que aparecem lá em casa. Podem ser ainda os cães que estavam na mesma ninhada e que vejo de vez em quando. Sei que nesse meio familiar sempre tem aquele que lambe, o que rosna, o que rouba a bola da brincadeira ou mesmo o que só cuida do próprio rabo e que um dia surge para latir forte, desorientado, sem a menor idéia de quem somos. Late insano e em vão.Família é aquilo que você escolhe, cuida e que também escolheu você.
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Vai passar

Hoje é aniversário do Chico Buarque. Não sei quem é fisicamente, pois nunca o vi, mas reconheceria sua voz de longe, pois ela preenche espaços em casa. A voz de Chico não é a mais bonita que já ouvi, mas me acalma. É um dos sons que embala meu sono.
Sei também onde ele mora. Ele habita dentro de uma das caixinhas pretas lá de casa, de onde vem o som. Preso nas caixas, ele cria versos que foram feitos para cada fase da minha vida, inclusive agora, que sou obrigada a ficar no interior, longe das minhas verdadeiras casa e dona. Vou deixar aqui uma homenagem a ele, que tem a ver com o momento em que estou:
"Ando cansado da lida
Preocupada, corrida, surrada, batida
Dos dias meus
Mas uma vez na vida
Eu vou viver a vida
Que eu pedi a Deus"
Assinar:
Postagens (Atom)




















