Ainda procura um lar, mas por enquanto ela está aqui. Agora, divido ossos, ração e cama com a pequenina, que vamos chamar de Feijuca. Feijuca mostra-se uma menina levada e destemida. Às vezes perco a paciência com ela, principalmente quando pendura seus pequenos dentes megafiados no meu rabo, nas minhas patas e muitas vezes nas minhas bochechas. Abusada a cãzinha. Mas na maioria do tempo, ela me segue ou fica encostada comigo, como se eu fosse mãe.
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Tudo sobre minha mãe
Ainda procura um lar, mas por enquanto ela está aqui. Agora, divido ossos, ração e cama com a pequenina, que vamos chamar de Feijuca. Feijuca mostra-se uma menina levada e destemida. Às vezes perco a paciência com ela, principalmente quando pendura seus pequenos dentes megafiados no meu rabo, nas minhas patas e muitas vezes nas minhas bochechas. Abusada a cãzinha. Mas na maioria do tempo, ela me segue ou fica encostada comigo, como se eu fosse mãe.
quinta-feira, 24 de julho de 2008
Quer uma amiga para sempre? Fale comigo.
Alguém quer a nenê aí da foto?
Foi uma noite conturbada. Acordei umas 4h da manhã com um choro alto e um cheiro que conheço de longe. Fui à porta e voltei milhões de vezes, olhei pela janela, ansiosa, até me deixarem sair. Claro, nem dormi mais. Quando pude sair na garagem, vi debaixo do carro a nenê, berrando, alguém havia deixado lá. Sacanagem.
Bom, resumindo, não posso cuidar. Tomara que encontre alguém legal, caso contrário ela vai para doação em feiras (e aí, sinceramente, tenho dó).
Seguem os detalhes da menina
Tempo de vida: dois meses
Raça: vira
Situação: vacinada, vermifugada, lavada e sem pulgas
Temperamento: fofo e carente
Quem quiser é só ligar no telefone de casa: (11) 8488-2026, falar com Andrea.
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Chega de saudade
A Tuli, aí da foto, foi embora. Ela ficou um mês comigo, foram dias divertidos e proveitosos. Pude praticar esportes como patada no cachorrinho, maratona do brinquedo e aposta na escada olímpica. Como minhas pernas têm quase um metro, e as dela, 10 cm, eu ganhava tudo. Por outro lado, tive que aprender a dividir meus ossos, minha cama, meus biscoitos, e, principalmente, o colo, que costumava ser só meu.
terça-feira, 1 de julho de 2008
Just friends
Quem ainda não viu essa história, veja. O leão Christian foi criado por dois irmãos, e, quando cresceu, ficou grande demais para continuar em uma casa. Então foi devolvido à selva, na África. Anos depois, os irmãos foram rever o leão, mesmo sabendo da possibilidade de o animal não lembrar deles.
O vídeo do encontro está nesse link. Podem clicar, não tem vírus ou perigo:
segunda-feira, 30 de junho de 2008
Maga frog
Incrível como passamos de fofinhos a disgusting. Há dois meses, nasceu uma mancha rosa no meu nariz. Fiquei bonita com aquilo. Só que a mancha cresceu e virou uma terrível verruga. Um verrugão feio, bem no focinho. Temos que esperar crescer até tirar.
O mais engraçado é a reação das pessoas. Estou acostumada a ouvir com frases, com voz finiiiinha e meio infantil, do tipo, “ai que bonitinha”. Só que agora, eu aterrorizo as pessoas com meu verrugão. Outro dia, veio uma moça, dessas com voz tatibitá que mexem comigo na rua, passou a mão na minha cabeça e elogiou. Quando olhou bem para o meu nariz, fez cara de ECA e velozmente afastou a mão, como se a verruga fosse atacar seu nariz.
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Amores perros
Sou castrada. Nunca pude namorar, aliás, nem sei direito o significado dessa expressão. Mas nem por isso deixo de ter um amor. Tenho, e ele não é platônico nem escondido. Amo às claras. Não faço joguinho besta, não espero que me procure, quando, na verdade, a minha vontade é a de pular em cima. Se quero pular, eu pulo. Aí levo um NÃO e um pisão no pé.
Choro na porta por amor, sem vergonha. Também tomo bronca por ser chorona. Lá de dentro ouço um sonoro: “NÃO MAGA”. Nem me chateio. Mesmo com pisão na pata, tapa na bunda e os NÃAAAOS que ouço, lambo e babo por quem amo, literalmente. Outro dia, torci meu rabo por amor. Pulei tanto de alegria que caí sentada nele, acharam que eu tinha quebrado o rabo. Deram-me calmante e dorflex.
Amo tanto que, quando meu amor chega, logo entrego o que tiver de mais precioso. Se tenho um osso, corro e cavouco onde o escondi. Retiro a iguaria para levar de presente, toda cheia de alegria, o osso, todo cheio de terra. Também levo bronca. Duas broncas, aliás, por esburacar o jardim e porque sujei tudo. Não me importo, amo incondicionalmente. Acho que, como Vinícius, “hei de morrer de amar, mais do que pude”. E se não morrer, pelo menos engesso meu rabo.
Choro na porta por amor, sem vergonha. Também tomo bronca por ser chorona. Lá de dentro ouço um sonoro: “NÃO MAGA”. Nem me chateio. Mesmo com pisão na pata, tapa na bunda e os NÃAAAOS que ouço, lambo e babo por quem amo, literalmente. Outro dia, torci meu rabo por amor. Pulei tanto de alegria que caí sentada nele, acharam que eu tinha quebrado o rabo. Deram-me calmante e dorflex.
Amo tanto que, quando meu amor chega, logo entrego o que tiver de mais precioso. Se tenho um osso, corro e cavouco onde o escondi. Retiro a iguaria para levar de presente, toda cheia de alegria, o osso, todo cheio de terra. Também levo bronca. Duas broncas, aliás, por esburacar o jardim e porque sujei tudo. Não me importo, amo incondicionalmente. Acho que, como Vinícius, “hei de morrer de amar, mais do que pude”. E se não morrer, pelo menos engesso meu rabo.
terça-feira, 27 de maio de 2008
Discípulos de Java
Cadastrei-me em sites sobre bichos. E agora que eu tenho e-mail, passei a receber também spams. Fiquei imaginando se os spams fossem reais e não só virtuais. Para mim, iria ser muito mais divertido, uma vez que, quanto mais pessoas no portão de casa, melhor a agitação.
Imaginem só. Logo de manhã, quando abrem a porta da frente, eu teria um monte de motivos para latir. É gente com placa nas mãos ou mesmo penduradas no corpo, todas gritando "clique aqui", "tenha um dia lindo com flores em power point", "veja como caezinhos e gatinhos são amigos" (eca!) "melhore sua coluna" ou, o pior de todos, "disfunção erétil? "clique djá". rs.
terça-feira, 29 de abril de 2008
Penso, logo insisto - parte 4
Depressivo, o macaco bugio, de 8 anos, recebeu o nome de Gardenal, desde que chegou à ONG. Vendido pelo tráfico, viveu desde bebê com uma senhora, que o criou como um cão mimado. Dormia com o bicho, levava-o de baixo para cima e dava-lhe comida, embora a alimentação de um macaco bugio seja baseada só em folhas.Quando o macaco cresceu, e claro, começou a fazer macaquices, a mulher o abandonou. Na sua ignorância máxima, aliás comum a todos que compram bichos silvestres do tráfico, a mulher achou que o macaco se comportaria como um gato doméstico a vida toda.
Abandonado, hoje Gardenal é tratado com anti-depressivos e está fadado a viver sozinho em cativeiro, pois jamais se acostumará com outros da mesma espécie.
terça-feira, 22 de abril de 2008
Penso, logo existo - parte 3
Criada em circo, a leoa Gaya chegou à ONG com marcas de pauladas e chicotadas pelo corpo, teve as garras arrancadas, patas tomadas por bichos, dentes serrados ao ponto de se expor a raiz, o que lhe rendeu uma séria infecção bucal. Entre outras conseqüências, a infecção gerou também uma disfunção renal. Na radiografia, constatou-se que a leoa tinha um deslocamento do osso que sustenta a base da língua, provavelmente devido a um forte estrangulamento, e hoje, quando abre a boca, não consegue fazer com que a língua volte para dentro.
segunda-feira, 21 de abril de 2008
Penso, logo me divirto - parte 2
Dócil, a pit bul Assu dá vontade de pular em cima. Ela foi comprada para rinha, mas teve sinomose, doença que atinge o sistema nervoso, e ficou manca, com seqüelas da doença. Por isso, os donos a abandonaram com cerca de oito meses, dentro de uma caixa de papelão, igual aos jornais velhos lá de casa. Hoje, ela arrumou um dono e está bem.
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Penso, logo existo - parte 1
Darchã, um leão de 14 anos, viveu 13 deles dentro de uma câmara fria desativada de um frigorífico, um espaço pequeno, revestido de metal e sem janela. Quando bebê, ele foi trocado por quilos de carne pelo dono do circo, que o entregou ao açougueiro da cidade. Quando cresceu, o açougue fechou, mas como não havia onde deixar o bicho, Darchã continuou no frigorífico e era alimentado com cães e apenas uma vez por semana. Por uma denúncia, foi apreendido e chegou faz um ano para viver em uma ONG de proteção animal.
sexta-feira, 28 de março de 2008
Tobie - mudo, sem rabo e enfeitado
Há uns coitados que não têm voz nem rabo, como o Tobie, o mudinho. Cão manso e de porte médio, Tobie é um coker muito frustrado. Seu dono achou que o latido o incomodaria, então mandou calar o bicho. Tobie late sem latir, de um jeito rouco, que Jéssica Rabits chamaria de “sexy”. O coitado também não tem rabo, então não tem o que abanar.
Como suas principais formas de comunicação foram retiradas, Tobie virou um chato. Para piorar, sua dona coloca lacinhos em sua cabeça. Lembre-se de que trata-se de um macho. Mas não adianta falar, aliás, no seu caso, ele nem tem mais como falar. Chego perto dele, me dá até desgosto, pois só tenho o cheiro para me comunicar. De resto, ele é como uma samambaia pros seus amigos cães. Uma samambaia macho e de laço colorido.
terça-feira, 18 de março de 2008
Fale com ela
Tenho a nítida sensação de que ninguém entende o que quero. Jogam meu brinquedo longe, eu vou correndo pegar e ainda me pedem de volta, para jogar novamente. Responda-me, você devolveria? Claro que não.Agora, soube de um programa de computador que interpreta meus latidos. O software, criado por pesquisadores da Universidade de Eotvos Lorand (Hungria), classifica cada tipo de latido dependendo da situação. Assim que tivermos esse item de sobrevivência em casa, a primeira coisa que vou gritar será: devolva já meu brinquedo!
quinta-feira, 13 de março de 2008
O pior amigo do estômago
Na Coréia, cães são comestíveis. A carne de cão chama-se "boshintang", em coreano. Eu mesma daria um belo bifão. Também fiquei sabendo que os cães comidos são criados em gaiolas e torturados antes de serem mortos, pois a adrenalina liberada pela tensão do amigo melhora não só o sabor da carne como faz bem para a virilidade dos homens que as consomem.
De fato, homens que consomem cães são muuuuito mais sexys.
De fato, homens que consomem cães são muuuuito mais sexys.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Confissões de toilette
Desde bebê, fui avisada que meu banheiro seria em um amontoado de jornais. Bastava um xixizinho fora que eu ouvia berros. Falaram tanto na minha orelha que aprendi. Mas isso me gerou um sufoco, pois na hora de passear, se me desse vontade, eu tinha faniquito de voltar correndo pra casa, a fim de encontrar o alívio no jornal.
Depois, passamos a sair passear na companhia do saquinho, e eu vi que podia também fazer no asfalto. Reparei que o bairro está lotado de gente que não leva o saquinho, e, quando isso acontece, tudo fica lá, enfeitando nosso caminho. Ou pior, gente que leva o saquinho, cata o negócio e joga o saco recheado no meio da caminhada (!), como se, dentro de um plástico, tudo misteriosamente se diluísse.
Com ou sem plástico, Perdizes virou um grande trono.
Depois, passamos a sair passear na companhia do saquinho, e eu vi que podia também fazer no asfalto. Reparei que o bairro está lotado de gente que não leva o saquinho, e, quando isso acontece, tudo fica lá, enfeitando nosso caminho. Ou pior, gente que leva o saquinho, cata o negócio e joga o saco recheado no meio da caminhada (!), como se, dentro de um plástico, tudo misteriosamente se diluísse.
Com ou sem plástico, Perdizes virou um grande trono.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Se uma maga incomoda muita gente...
Na Coréia do Sul, uma mulher encomendou um clone do seu pitbull e vai pagar 150 mil dólares por ele (!!). O bicho será cópia do Booger, seu pitbul que morreu. Para modelar o bicho, os cientistas vão usar células retiradas da sua orelha para fecundar os óvulos que serão colocados nas barrigas de outras cachorras.Fico imaginando quanta gente que se apega a nós não irá querer fazer o mesmo daqui para frente.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Uma cã no rebanho
Foto da Vejinha (obrigada Vejinha!)Fiel escudeira, Letícia entra no palco da igreja durante a missa e só sai de lá quando o padre Ilson Frossard abençoa o povo na hora de ir embora. Às vezes ela levanta, dá aquela coçadinha, abana o rabo de leve, passeia pela igreja e... Volta rápido para perto do padre.
Letícia foi adotada, havia sido atropelada. Hoje vive com o padre e seus muitos outros cães e gatos, mas diferentemente dos outros, só ela freqüenta a missa.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
Enfim um amigo
Esse é o Bisteca. Bisteca acabou de chegar e já veio com um nome delicioso.
“Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grande chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.
Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive”
“Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grande chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.
Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive”
VM
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
Eu aprendo, tu aprendes, ele aprende
Tenho que me retificar, senão vou ficar de castigo na escola. Diferentemente do que eu havia dito, aprendi muito na escolinha (viu Rogério?). O problema é não aplicar os conhecimentos, pois gosto mesmo de folia, cães babões e sofás com espuma de fora. Mas daqui para frente vou botar em prática tudo o que me ensinam.
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
Balanço de 2007
Como foi o meu primeiro ano, ainda não tenho comparativos para saber se os próximos serão melhores.Mas foi um tempo de encontros, separações, de desencontros e anarquia. Foi o ano em que nasci, entrei no cio, pirei na TPM e fui castrada, sem que tivesse a chance de namorar.
Ano em que comi sofás, tomadas, tv e paredes. Entrei para a escola, mas não aprendi. Conheci parques, viajei muito, sujei os carros e até hoje não vejo a mínima graça de entrar em um veículo. Depois de tamanha bagunça, fui deportada para Laranjal. Na média, foi um ano bom.
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
Cama de flores
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
Loucão - votem contra
Um artista da Costa Rica, Guillermo Habacuc Vargas, expôs um cão faminto numa galeria de arte. O cão estava preso por uma corda curta. Ninguém alimentou ou deu água a ele, que MORREU durante a exposição.
Guillermo Habacuc Vargas foi o artista escolhido para representar o seu país na "Bienal Centroamericana Honduras 2008". Existe uma petição para que ele não receba este prêmio. O endereço da petição é:
http://www.petitiononline.com/13031953/petition.html
As fotos com o cão morrendo na exposição estão no link:
http://www.marcaacme.com/blogs/analog/index.php/2007/08/22/5_piezas_de_habacuc
Guillermo Habacuc Vargas foi o artista escolhido para representar o seu país na "Bienal Centroamericana Honduras 2008". Existe uma petição para que ele não receba este prêmio. O endereço da petição é:
http://www.petitiononline.com/13031953/petition.html
As fotos com o cão morrendo na exposição estão no link:
http://www.marcaacme.com/blogs/analog/index.php/2007/08/22/5_piezas_de_habacuc
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
Magali, who?
Outro dia no parque, encontrei o Paçoca, esse da foto. Engraçado como escolhem os nossos nomes. Na rua, topo sempre com um yorkshire que se chama Guliver. Imagina, o gigante? E o cãozinho pesa menos de um kilo.
Há também tem os nomes de grafia sofisticada, como Khala (com H) Luah (com H também) ou Kyra. Ou os nomes artísticos, como Beethoven, Maria Bethânia e John Lenon. Por aí vai.
Não sei como chegaram ao meu nome, mas sei que estou no rol dos nomes humanos. Já encontrei com uma golden que se chama Julia, já dei uma bela cheirada em um doberman chamado João. Esse último tinha até um irmão vira-latas em casa, que se chamava Pedro. Bom demais.
Há também tem os nomes de grafia sofisticada, como Khala (com H) Luah (com H também) ou Kyra. Ou os nomes artísticos, como Beethoven, Maria Bethânia e John Lenon. Por aí vai.
Não sei como chegaram ao meu nome, mas sei que estou no rol dos nomes humanos. Já encontrei com uma golden que se chama Julia, já dei uma bela cheirada em um doberman chamado João. Esse último tinha até um irmão vira-latas em casa, que se chamava Pedro. Bom demais.
terça-feira, 27 de novembro de 2007
Maga - la perra guapa
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
terça-feira, 9 de outubro de 2007
Também quero ir
Fui jantar na casa de amigos. Chegamos, reconheci terreno, corri até o quintal e já pulei na massa de queijo que estava sobre a pia, antes que ela fosse para o forno.Depois, achei uma horta no quintal, com cebolinhas e tudo mais. Cavei, cavei, cavei e saí com as raízes na boca. Já surtada, entrei com as unhas encardidas de terra e pulei em tudo, do xale do sofá ao tapete da sala.
Preciso arrematar que nunca mais me levaram aos jantares?
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
A aprendiz
Agora vou para a escola de verdade. Eis minha grade de estudos:Manhãs
- Sou um cão e não um humano – básico 1
- Aprenda a babar corretamente – como não melecar seu dono
- Noções kamikases - “A convivência com rotwailers e pitbuls”
Tardes
- Como atormentar uma poodle – parte 1
- Morde-morde no parque
- Senta, deita, fica, dança, rola, rebola, morta.
quarta-feira, 1 de agosto de 2007
sexta-feira, 27 de julho de 2007
Sangue baiano
quarta-feira, 25 de julho de 2007
Bens materiais
segunda-feira, 23 de julho de 2007
sexta-feira, 20 de julho de 2007
A cama diminuiu?
quarta-feira, 18 de julho de 2007
Guerra depois da tempestade
terça-feira, 17 de julho de 2007
No 220
quinta-feira, 12 de julho de 2007
Escolinha da Maga
quarta-feira, 11 de julho de 2007
Maga no mundo de Caras
terça-feira, 10 de julho de 2007
(leia cantando) Ducha corona um banho de alegria...
quinta-feira, 5 de julho de 2007
Me gusta una caca
quarta-feira, 4 de julho de 2007
Não me deixem só
terça-feira, 3 de julho de 2007
E o oscar vai para... A vaca!

Ela não dá leite, não mugi nem pasta. E mesmo inanimado, ainda é o bicho que mais adoro. Trata-se da vaca de pelúcia que temos em casa, foi o primeiro brinquedo que ganhei. Quando chegou, ela era do meu tamanho e me lembrava meus irmãos. Só que diferentemente deles, eu podia morder à vontade que ela não revidava. Mordi tanto que o bicho soltou as tripas e morreu. Mas enquanto viva, além de apitar quando eu apertava sua barriga, o mais interessante é que a vaca servia de dublê.
O brinquedo foi morar conosco logo quando me separei da minha mãe e fui parar em uma casa pequena, com plantas na frente, um sofá delicioso de morder e vizinhos que me mimavam. Um deles, Seu Rubens, que devia ter uns 190 anos na época, era bastante atencioso comigo. Eu o adorava, pois ele vivia na frente da casa tomando sol e sempre tinha assunto de sobra para tagarelar.
Uma vez, a vaca tinha tomado banho e foi colocada no muro de frente para secar ao sol. Como faz habitualmente, seu Rubens terminou seu café da manhã, colocou a boina, pegou a bengala e foi, a passos lentos, para frente da casa molhar as plantas, fofocar com os vizinhos e até me dar bom dia. Ao chegar, ele avistou a vaca e ficou intrigado.
Eu, que estava dentro de casa com a porta fechada, observei pelo vidro que o senhor olhava intrigado para a vaca. Ele fixou o olhar no bicho de forma tão obcecada, que cheguei a imaginar que pudesse roubá-la de mim. Lati enciumada e muito preocupada, afinal sei que tem gente que come esse tipo de animal. Mas não. Seu Rubens estava incomodado com o fato de a vaca insistir em ficar pendurada no muro. Eu, que estava dentro de casa e não podia fazer nada, só lati de volta.
Mas ele, com a bengala batendo no muro até onde alcançava, insistia:
_Maga, desce já daí que você vai se machucar. Desce, vamos!
Foi quando me dei conta. Na verdade, ele não falava comigo, mas com a vaca malhada, minha dublê, que, indiferente aos berros do seu Rubens, bronzeava a fuça ao sol.
O brinquedo foi morar conosco logo quando me separei da minha mãe e fui parar em uma casa pequena, com plantas na frente, um sofá delicioso de morder e vizinhos que me mimavam. Um deles, Seu Rubens, que devia ter uns 190 anos na época, era bastante atencioso comigo. Eu o adorava, pois ele vivia na frente da casa tomando sol e sempre tinha assunto de sobra para tagarelar.
Uma vez, a vaca tinha tomado banho e foi colocada no muro de frente para secar ao sol. Como faz habitualmente, seu Rubens terminou seu café da manhã, colocou a boina, pegou a bengala e foi, a passos lentos, para frente da casa molhar as plantas, fofocar com os vizinhos e até me dar bom dia. Ao chegar, ele avistou a vaca e ficou intrigado.
Eu, que estava dentro de casa com a porta fechada, observei pelo vidro que o senhor olhava intrigado para a vaca. Ele fixou o olhar no bicho de forma tão obcecada, que cheguei a imaginar que pudesse roubá-la de mim. Lati enciumada e muito preocupada, afinal sei que tem gente que come esse tipo de animal. Mas não. Seu Rubens estava incomodado com o fato de a vaca insistir em ficar pendurada no muro. Eu, que estava dentro de casa e não podia fazer nada, só lati de volta.
Mas ele, com a bengala batendo no muro até onde alcançava, insistia:
_Maga, desce já daí que você vai se machucar. Desce, vamos!
Foi quando me dei conta. Na verdade, ele não falava comigo, mas com a vaca malhada, minha dublê, que, indiferente aos berros do seu Rubens, bronzeava a fuça ao sol.
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